Já dizia antigo ditado: “perder tempo custa caro”. Mas, em Campo Grande, caro mesmo é garantir o funcionamento de um relógio. Só nos últimos 10 anos, a prefeitura da Capital gastou R$ 48,4 mil para tentar manter o relógio central da cidade funcionando, mas pelo menos até agora o gasto foi em vão. Ontem, horas depois de ser reinaugurado, o equipamento quebrou de novo.
Há sete anos, a boa notícia do dia 10 de novembro de 2011 era de que o relógio seria consertado. Considerado um dos principais símbolos da cidade, sendo nas décadas anteriores ponto de manifestações políticas, culturais e religiosas, o aparelho havia ficado sem funcionar por anos.
Na época, foram R$ 30 mil para conserto da máquina, que passou a operar por meio de uma estrutura eletrônica complexa, projetada em São Paulo. Um gasto em vão, pois pouco tempo depois apresentou outro defeito.
Após mais um período sem funcionar, em 2014, o então prefeito, Gilmar Olarte (sem partido), reinaugurou o relógio, isso depois de gastar R$ 7, 5 mil para o conserto, que também foi realizado na capital paulista. Mas, dias depois, lá estava o relógio parado outra vez.
Na segunda-feira à noite, após 4 anos sem funcionar, outra reinauguração do relógio, desta vez como parte das comemorações dos 119 anos da Capital. O aparelho foi religado com uma placa de QR Code, código que permite acesso à internet por meio do celular. O conserto custou R$ 10,9 mil.
A cerimônia foi realizada às 19h, no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Calógeras, na região central. No entanto, a alegria durou pouco, mais precisamente 13 horas, até que um curto-circuito causou danos à máquina mestre do aparelho, o que interrompeu o pleno funcionamento dos quatro relógios em exposição.
“A empresa responsável pelo reparo retirou o relógio e aguardamos o posicionamento da mesma para nos devolvê-lo consertado”, informou a prefeitura.
Originalmente instalado na Rua 14 de julho com a Avenida Afonso Pena em 1933, o monumento foi demolido na década de 70 e uma réplica construída em 1999. Na ocasião, o relógio foi implantado onde se encontra atualmente.