Acidente no Anel Rodoviário de Campo Grande, entre as saídas para Cuiabá e Três Lagoas, matou Márcia Martins Honório, 36 anos, na madrugada deste domingo (2). Embriagado, o médico ginecologista Edson de Arruda Alves, 69, teria provocado a fatalidade e acabou preso.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atendeu a ocorrência junto com Corpo de Bombeiros e equipe da CCR MS Via, Márcia Honório era passageira de um veículo Fiat Punto. O namorado, cuja identidade não foi revelada, conduzia o carro e sofreu ferimentos leves.
Em alta velocidade - pelo menos 120 km/h - e no sentido saída para Três Lagoas, Edson Alves bateu com sua Mercedes-Benz na traseira do Punto, que rodou e tombou na pista para o lado da passageira. Depois, o veículo do médico ginecologista ainda colidiu com uma carreta, cujo motorista terminou ileso de ferimentos.
Edson Alves acusou 0,71 mg/l no teste do bafômetro, índice considerado alto, e foi preso em flagrante. Ele passará por audiência de custódia nesta segunda-feira (3). Os outros envolvidos no acidente testaram negativo para presença de álcool no sangue.
OUTRO LADO
A versão da defesa do médico ginecologista é diferente da história contada pela PRF. De acordo com os advogados Andréa Flores e Luiz Henrique Volpe Camargo, ele voltava para casa após uma festa, onde teria bebido “só duas cervejas”.
Os defensores alegam que Alves teria tentado ultrapassar um caminhão bitrem e bateu no Fiat Punto quando tentou voltar à faixa de rolamento. O tempo chuvoso e a falta de luz são apontados pelos advogados como possíveis causas para o acidente, e não o consumo de álcool.
Andréa e Volpe disseram ainda que o médico assiste a família de Márcia Honório e que ajudará nas despesas do funeral.
O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) do Centro.