Estudantes e a direção da Escola Estadual Joaquim Murtinho, localizada na área central de Campo Grande, denunciam dois prédios vizinhos que estão fechados e servindo de criadouro para insetos e pernilongos, em plena Avenida Afonso Pena.
Segundo o diretor-adjunto, Eugênio Fava, a situação é complicada, visto que a instituição totaliza dois mil alunos, sem contar os funcionários. "Nós mantemos a escola limpa, porém, os responsáveis pelo prédio ao lado não fazem a parte deles e todos aqui acabam sendo impactados", explica.
A iniciativa da denúncia foi liderada pela estudante Maria Cláudia, 18 anos, do 3º ano do ensino médio que ficou preocupada com a quantidade de pernilongos que entram quase todos os dias na sala de aula.
"Nossa turma tem 45 alunos e não conseguimos nem abrir as janelas para o ar ventilar, porque entram mosquitos na sala. E com essa onda de resfriado e frio, a maioria acaba contaminada pela gripe", argumenta.
CANAL DE COMUNICAÇÃO
Em contato com a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), foi esclarecido pela assessoria de comunicação que o papel da pasta é programar as vistorias, por intermédio da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais e solicitar a remoção de materiais inservíveis e vedação de áreas que acumulem água, como piscina, por exemplo.
Outra ação da secretaria é providenciar o bloqueio com a aplicação de larvicida para conter os focos de mosquito da dengues.
"Entretanto, para que possamos responsabilizar os proprietários é preciso que a população entre em contato com a nossa ouvidoria, pelo telefone 3314 9955", informa a nota oficial.
* Essa matéria foi sugerida por ouvinte do programa Bom Dia Mega, da Rádio Mega 94 FM.