O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já autorizou o envio de quatro tropas de forças federais para o Mato Grosso do Sul durante o período eleitoral. Os militares vão dar apoio logístico à Justiça Eleitoral. Além de MS, outras 97 localidades também vão receber ajuda. Elas estão situadas em quatro estados da região Norte do país. São eles: Acre (41 localidades), Amazonas (25), Amapá (5) e Roraima (26). Em todos esses locais, os militares atuarão levando equipamentos (urnas e outros materiais), sempre com a presença de servidores e colaboradores da Justiça Eleitoral.
Em maio deste ano, os ministros do TSE aprovaram uma alteração na Resolução nº 21.843/18, que dispõe sobre a requisição de Força Federal, no sentido de que todos os pedidos do tipo serão distribuídos para o/a presidente da Corte. Após aprovadas pelo TSE, as solicitações são encaminhadas ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução das ações empreendidas pelas Forças Armadas.
O objetivo da ação é garantir que a realização do pleito ocorra com tranquilidade e segurança. O Mato Grosso do Sul tem 6.848 zonas eleitorais e só em Campo Grande esse montante chega a 8,8 mil, de acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS).
Outras 232 zonas eleitorais, em 361 localidades de cinco estados do país também receberão apoio: Acre (11 localidades), Maranhão (72), Piauí (112), Rio de Janeiro (69) e Rio Grande do Norte (97). A medida está prevista no inciso XIV do artigo 23 da Lei nº 4.737/65 (Código Eleitoral).
A missão das tropas, formada por militares das Forças Armadas, é assegurar o livre exercício do voto, mantendo a normalidade no dia do pleito, e garantir a apuração dos resultados das eleições nas localidades em que a segurança pública dos estados necessita de reforço.
OPINIÃO
O ex-secretário da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), deputado José Carlos Barbosa (Dem), o Barbosinha, declarou que o apoio dos militares federais deveria acontecer durante todos os 365 dias do ano e não apenas no período eleitoral, o motivo é devido a localização do Estado. O Mato Grosso do Sul é estado de fronteira e tem se tornado rota do tráfico de drogas para abastecer grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo.