Cidades

PERÍCIA

Imol recebe equipamento de raio-x que aumenta eficácia nos exames

Arco em C dá agilidade aos trabalhos de necrópsia

Redação

17/09/2018 - 16h51

O Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Campo Grande recebeu o equipamento Arco Cirúrgico, mais conhecido como Arco em C, que utiliza raio-x para produzir imagens em tempo real. O dispositivo está localizado na sala de necrópsia e vai auxiliar no trabalho pericial, especialmente em casos de morte em razão de violência, aumentando a precisão dos laudos e permitindo liberação mais rápida dos corpos.

Segundo Carlos Idelmar de Campos Barbosa, diretor do Imol, o aparelho é novo, avaliado entre R$ 250 mil e R$ 300 mil, e foi cedido pelo Hospital Regional por um ano, com perspectiva de doação definitiva. “É um equipamento novo, moderno e com várias opções de aplicações tecnológicas que vai dinamizar os trabalhos do setor de necrópsia, sem falar que substitui, por exemplo, equipamento de tomografia computadorizada que custa em torno de R$ 1 milhão. Ou seja, ele também representa economia”, disse.

O Arco em C é operado por técnico de radiologia que captura as imagens reproduzidas no monitor, em tempo real, do objeto sobre a mesa de análise. Isso permite localizar facilmente projetis, lesões musculares, nos órgãos e também fraturas, sem que haja necessidade de abrir o corpo. “Ele dá mais precisão e, caso haja necessidade de abrir o corpo, o perito vai saber o local exato onde realizar o procedimento. Sem falar que é simples de operar e tem grande mobilidade, sendo facilmente transportado”, pontuou.

Por meio do raio-x, o Arco em C realiza escaneamento do corpos em diversas direções, tornando evidentes qualquer indício de lesão ou presença de objeto estranho.  “Por exemplo, já tivemos caso de não localizar o projétil. A vítima foi enterrada e depois a polícia veio com novas informações e tivemos que realizar a exumação do corpo. Mas quando já acontece o enterro, o trabalho pericial é prejudicado, pois as lesões podem sumir e os projetis oxidar”, explicou.

Outro ponto importante, principalmente para familiares, é que não haverá mais fila para liberação dos corpos. No entanto, Carlos ressalva que, em países desenvolvidos, os corpos são examinados durante uma semana, após realização de todos os procedimentos e investigações referentes à morte. “À vezes é preciso esperar um pouco, pois pode ser necessário algum laudo específico, mas muitas famílias não entendem. É melhor deixar o corpo sendo preservado, aguardando a liberação por mais alguns dias, do que ter que desenterram depois”.
 

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