Vence hoje a prisão temporária do corretor de gado José Ricardo Gutti Gumari, conhecido como “Polaco”.
Conforme a lei, ao completar cinco dias na prisão, o suspeito já pode ser solto. No entanto, nem a Polícia Federal, nem a defesa de Polaco confirmaram a soltura dele.
O Correio do Estado questionou a PF por e-mail sobre o horário da soltura de Polaco, mas não houve retorno. Já o advogado de defesa dele, José Roberto Rodrigues da Rosa, não atende as ligações.
Gumari está preso na Superintendência da Polícia Federal de Brasília. Ele se apresentou na tarde de segunda-feira, seis dias após a Operação Vostok, da Polícia Federal, que prendeu outras 13 pessoas.
TRAMA DE MORTE
Conforme as investigações, Polaco estaria chantageando envolvidos em esquema de pagamento de propinas, com ameaça de que faria uma delação premiada junto a Justiça.
Devido a isso, o aposentado Luiz Carlos Vareiro, 61 anos, teria sido contratado para executar plano de matar Polaco.
Ocorre que Vareio acabou preso por causa de roubo de veículo na BR-262 , momento em que denunciou o suposto plano para matar Polaco ao promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gaeco).
Na época, Vareio confessou que roubou “propina” de R$ 270 mil paga por integrantes da administração estadual a Polaco, e afirmou ainda que Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Reinaldo Azambuja, teria lhe procurado para encomendar o roubo da propina, além da morte do corretor.
Em depoimento prestado a PF ontem, Polaco negou todas essas afirmações. Ele apenas confessou que recebia propina, mas negou qualquer envolvimento do governador Reinaldo Azambuja e do filho dele, Rodrigo Souza e Silva.