Cidades

APÓS INCÊNDIO

Museu Nacional terá visitas em 3 anos, diz diretor

Museu Nacional terá visitas em 3 anos, diz diretor

Redação

03/10/2018 - 13h00
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Um mês após o incêndio que atingiu o Museu Nacional, na zona norte do Rio, o diretor da instituição, Alexander Kellner, disse estar "extremamente confiante" com o que viu ao entrar na área afetada pelo fogo logo após a tragédia.

"Não sou um cara de natureza otimista nem pessimista, mas estou extremamente confiante com o que eu vi. Porque teve parte que colapsou, não queimou, então aquilo que ficou embaixo temos chance de preservar", afirmou o paleontólogo nesta terça (2) em entrevista em frente ao museu.

Os trabalhos de resgate do acervo ainda não começaram, por questões de segurança. Desde o dia 21 de setembro, uma empresa contratada pela UFRJ (Universidade Federal do RJ), que gere o museu, vem realizando obras para estabilizar a estrutura do prédio.

O palácio de 200 anos está rodeado por tapumes, e a entrada é controlada. Cerca de 25 funcionários trabalham ali dentro diariamente. O processo vai incluir, além da estabilização, a colocação de uma cobertura provisória sobre o antigo palácio, onde ficavam as grandes exposições do museu e muito de seu acervo.

Todo esse trabalho deve durar até seis meses e, conforme cada área do prédio for considerada segura, começarão os trabalhos de resgate.

"Vamos entrar à medida em que eles forem escorando e essas áreas forem sendo liberadas. A Luzia [crânio humano mais antigo do Brasil] não está nesse primeiro caminho", afirmou Kellner, questionado se algum setor seria priorizado.

Para essa fase, estão sendo usados R$ 8,9 milhões liberados emergencialmente pelo Ministério da Educação (MEC), que são empregados também no isolamento da área e na instalação de contêineres para abrigar os pesquisadores que perderam seus locais de trabalho com o desastre.

Depois disso, o diretor do museu disse que busca entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões, que o Congresso Nacional precisaria incluir no Orçamento do ano que vem, para reconstruir a infraestrutura básica do edifício.

"Se nós conseguirmos essa dotação orçamentária e ela não for contingenciada, eu acredito que em três anos já vamos ter alguma coisa bacana [e as pessoas poderão voltar a visitar o museu]", calculou Kellner.

Uma outra verba de R$ 5 milhões, já garantida pelo MEC, será usada depois para formular um projeto de redefinição das áreas internas do prédio.

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