Não sobrou quase nada. Esse é o cenário que resume o que restou da casa da autônoma Eloíde Miranda, de 53 anos, depois de ser atingida por um forte temporal que castigou Campo Grande na última quarta-feira (3). A casa dela que fica no Bairro São Francisco, foi atingida por uma forte enchente que em poucos minutos invadiu o interior da residência e a autônoma precisa de doações para recomeçar do zero.
Ao Correio do Estado, Eloíde conta que não está sendo nada fácil. “Eu não sei por onde começar, não caiu a ficha ainda sabe?. Trabalhei tanto na minha vida para montar minhas coisas em casa e do nada acontece isso e leva tudo embora, não sobrou quase nada”.
Eloíde explicou a situação da casa que já está em ruínas e será demolida na semana que vem.“ Perdi quase todos os móveis, minhas roupas, as compras de casa, utensílios domésticos. Eu tinha um kit de material que ia começar a trabalhar como design de sobrancelhas e tudo foi levado pela enchente”.
Toda doação é bem-vinda. À reportagem, Eloíde disse que nesse momento mais crítico está precisando de qualquer tipo de doação, podendo ser móveis, roupas e materiais de limpeza.
UMA NOVA CHANCE
Atualmente, Eloíde está hospedada na casa do irmão, mas que precisa de outra casa logo. A filha, Débora Miranda, fez uma ‘vaquinha’ online para a mãe arrecadar dinheiro e construir uma casa simples no terreno do irmão que mora ao lado da casa onde ela viveu durante 15 anos. “Quem puder e quiser doar material de construção ou mão de obra para eu começar a erguer a casa, eu agradeço também, tudo é bem-vindo”, disse.
AJUDA LIMITADA
Durante a entrevista ao Correio do Estado, Eloíde contou que a Defesa Civil ajudou apenas com um sacolão e 2 colchões, que seriam doados no mês que vem. Ela ainda completou que não chegou a procurar a Prefeitura nem o Governo do Estado, mas acha que o apoio maior deveria ter vindo desses poderes. “Eu ainda estou tentando assimilar tudo. Mas acho que, se a cidade tivesse uma estrutura boa para receber um vendaval como esse, isso não teria acontecido comigo. Estou sem chão, parece um pesadelo, é como se fosse um vazio, não tenho nem palavras, finalizou”.
O Correio do Estado entrou em contato com a prefeitura sobre o caso, mas até a publicação desta reportagem, não houve retorno.