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Líder do PCC ordenou morte de PM em Paraisópolis, afirma promotoria

Líder do PCC ordenou morte de PM em Paraisópolis, afirma promotoria

Redação

08/10/2018 - 19h45
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O Primeiro Comando da Capital (PCC) sequestrou, torturou e executou a PM Juliane dos Santos Duarte, segundo o Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo. A promotoria ofereceu denuncia contra três pessoas pelos crimes cometidos em agosto em Paraisópolis, na zona sul. Ao menos outros dois suspeitos ainda não foram identificados.

Segundo o MPE, o denunciado Everaldo Severino da Silva Felix, o “Sem Fronteira”, que está preso, ocuparia a função de “sintonia” do PCC em Paraisópolis. Após análise de mensagens trocadas por Whatsapp, as investigações concluíram que teria partido dele a ordem de “sumir” com a policial.

Juliane foi dominada em um bar, na Rua Melchior Giola, após ter sido identificada como policial no início de agosto. Segundo a denúncia, ela foi rendida por quatro suspeitos e foi baleada duas vezes na região da virilha.

Dois deses criminosos seriam Felipe Oliveria da Silva, o “Tirulipa”, e Elaine Cristina Oliveira Figueiredo, a “Neguinha” — líder de uma biqueira do PCC na comunidade, de acordo com a promotoria. Ambos também estão presos. Os outros dois suspeitos ainda não foram identificados.

Ferida, a PM teria sido levada para um cativeiro e mantida viva por três dias. Laudos periciais apontam que ela foi vítima de espancamento, ficou em um local molhado e foi obrigada a ingerir álcool e cocaína no cárcere.

Após as buscas pela vítima desaparecida, Juliane foi levada para o porta-malas de um carro e executada com um tiro, à queima roupa, na cabeça.

Todos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio que impossibilitou defesa da vítima e por ser agente de segurança), além de cárcere privado, tortura e formação de organização criminosa.

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