Cidades

ELEIÇÕES 2018

Segurança Pública vira protagonista com 'capitães' e 'coronéis' eleitos

Combate ao crime organizado nas fronteiras deve ser um dos focos

Redação

10/10/2018 - 13h30

A presença de integrantes de corporações da Segurança Pública e das Forças Armadas entre os candidatos eleitos neste ano deve colocar o combate a violência como um dos assuntos protagonistas da próxima gestão, a partir do ano que vem. A avaliação foi feita pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Carlos Videira, e pelo deputado estadual mais votado, Capitão Contar (PSL) durante a solenidade de 33 anos do Comando Militar do Oeste (CMO), na manhã desta quarta-feira (10).

“Segurança Pública é pauta em todo discurso e todo diálogo que se tem hoje. E principalmente no Mato Grosso do Sul com as importantes fronteiras com Paraguai e Bolívia, e sendo o Estado uma rota utilizada pelo mundo do crime para o tráfico e contrabando. Eu tenho certeza que a eleição desses representantes da Segurança Pública e das Forças Armadas vai contribuir sobremaneira para não só um País mais seguro, mas Mato Grosso do Sul em si vai ser beneficiado e muito com isso”, afirmou Videira após o evento.

Conforme o deputado estadual eleito com mais votos nessas eleições, Capitão Contar, a bagagem e o histórico carregado pelo político influencia na forma de atuar. “O representante popular, tanto na Assembleia Legislativa, quanto no Congresso e no Senado, são pessoas que tem a sua bagagem e a sua origem. Eu venho das Forças Armadas, represento uma classe que defende a segurança, que tem canais abertos com os órgãos de segurança. Então pode ter certeza que a segurança agora será reforçada, os assuntos voltados a segurança terão pessoas para poder discutir, dialogar e trazer à tona na Assembleia Legislativa, no caso aqui de Mato Grosso do Sul”, ressaltou.

Para o general Lourival Carvalho, comandante Militar do Oeste, a Segurança Pública passará a ser mais discutida, mas sem protagonismo. “Acredito que o tema Segurança Pública sempre foi um dos mais importantes dentro do contexto nacional, aliado à Educação, à Saúde. Sempre é uma preocupação da população brasileira. Não acredito que a Segurança Pública vá ter um protagonismo, porque existem outros temas tão importantes quanto para a sociedade brasileira. Mas passará a ser melhor discutido e com mais assiduidade”, comentou.

FRONTEIRAS
Um dos pontos principais em relação a Segurança Pública de Mato Grosso do Sul é a fronteira com o Paraguai e Bolívia, por onde o crime organizado trafica drogas e armas, principalmente. Pauta de praticamente todos os candidatos à Presidência, o assunto também foi repercutido no evento do CMO.

Com o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) tendo repasses reduzidos nos últimos anos e a ação do Governo Federal praticamente inexistente, a chegada dos agentes de Segurança Pública nos cargos públicos pode melhorar a situação.

“A questão da segurança nas nossas fronteiras é um tema muito importante. A gente faz fronteira com dois países maravilhosos, mas que tem problemas de crimes transnacionais. Esse assunto tem uma importância nacional e deve ser tratado como tal. Temos que ter uma integração das tropas federais com estaduais e até mesmo com as municipais nas cidades que estão ali na região de fronteira. Não é fechar a fronteira. Nós temos que estudar o problema e combater o problema pontualmente. Fechar a fronteira é muito abrangente. Nós temos que fechar a fronteira para os ilícitos, mas nós temos que ter uma relação comercial saudável com esses países”, detalhou o deputado estadual Capitão Contar.

Ainda segundo o genaral Carvalho, o termo “blindar” a fronteira também não é o mais adequado. “Não é blindar a fronteira, porque isso é praticamente impossível. Mas é termos ações coordenadas, não só entre nós, mas com os nossos vizinhos, afim de que possibilitemos nossa segurança não só para a população que vive da faixa de fronteira, mas nos grandes centros que muitas vezes tem reflexos de ações que ocorrem aqui na nossa área. Esse é o objetivo maior do Sisfron, é poder auxiliar. Não significa que o Sisfron vai resolver o problema da segurança faixa de fronteira, mas será um instrumento muito bom e necessário”, concluiu o comandante.

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