Cidades

SUSTO

Menino que levou arma para escola e atirou no próprio pé recebe alta hoje

Ele não passou por cirurgia e o estado de saúde dele é bom

Redação

18/10/2018 - 08h37

O menino de 9 anos que levou uma pistola caibre 6.35 mm para o Colégio Adventista Jardim dos Estados (CAJE) ontem e atirou contra o próprio pé dentro da sala de aula deverá receber alta da Santa Casa ainda esta manhã. A arma, que foi apreendida, era do pai do garoto que trabalha na perícia da Polícia Civil.

A assessoria de imprensa do hospital informou que o estado de saúde da criança é bom. O menino passou a noite no Prontomed, que é a ala para atendimento particular e de pacientes de planos de saúde.

Ele foi atendido ontem após ter sido atingido, mas não precisou passar por cirurgia e foi feita apenas uma sutura nos locais feridos. A equipe médica recomendou que ele passasse a noite no hospital por ter recebido anestesia para o procedimento e para que ficasse em observação. 

Em nota, o CAJE informou que o aluno do Ensino Fundamental entrou com a arma dentro da própria lancheira, sem consentimento e conhecimento dos pais e da própria escola. O socorro médico foi chamado imediatamente após o incidente e o aluno recebeu atendimento médico equanto os demais alunos foram encaminhados para outra sala, onde ficaram em segurança.

“A escola lamenta o ocorrido e está prestando a assistência necessária à criança, à família e à polícia na investigação. A segurança e bem-estar emocional dos alunos é preocupação primordial neste momento”, afirmou o texto enviado à imprensa.

Ainda de acordo com a escola as aulas foram retomadas normalmente nesta quinta-feira (18) e os alunos que presenciaram o caso e todos os que sentirem necessidade, terão atendimento psicológico oferecido pelo colégio.


CASO

O caso ocorreu ontem por volta das 16h30, no colégio localizado na esquina das ruas Piratininga e Rio Grande do Sul. Um estudante informou que o disparo foi durante a aula de geografia e o menino havia dito aos colegas que estava com a arma. Testemunha ouvida pela Polícia Militar contou que o menino teria disparado a arma por acidente ao pegar algo na lancheira durante a aula, ou seja, ele não estava a manuseando durante a aula.

A professora de uma sala vizinha foi quem fez os primeiros-socorros. O professor de geografia, assustado com o disparo, correu para pedir ajuda após se certificar que as demais crianças se deitaram no chão. Ele que encontrou a arma, dentro da bolsa escolar, quente pelo disparo.

O disparo atingiu o pé esquerdo da criança, que foi socorrida por uma ambulância particular e levada até o hospital, consciente e orientada. Outro estudante contou que no momento em que perceberam que o colega havia se ferido, as crianças começaram a chorar dentro da sala de aula. “Todo mundo ficou muito assustado”, disse.

Avisados pelos filhos, os primeiros pais não demoraram mais que 15 minutos para chegarem no local após o ocorrido. Foram passadas informações desencontradas, normais em uma situação como esta, para a polícia. Em uma das ligações à central da PM a informação era de que “mais de um atirador matava crianças na escola”.

Minutos após o disparo, viaturas da Polícia Militar, além de uma ambulância do Corpo de Bombeiros estiveram no local. O trecho da Rua Rio Grande do Sul onde fica o colégio ficou interditado para trânsito no momento do resgate do menino.

Segundo a PM, foi uma decisão da diretoria segurar os alunos por mais de 30 minutos após o disparo na área interna da escola. O objetvo era tranquilizar a situação, mostrar que tudo não passou de um acidente.

Perícia e Polícia Civil também foram chamadas para verificar as circunstâncias em que tiro foi disparado e a motivação para o menino levar a arma para escola. Mas o estresse da situação foi grande. Muitas das crianças choravam copiosamente até por volta de uma hora depois do ocorrido.

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