Cidades

SEGURANÇA NO TRABALHO

Acidentes de trabalho nas indústrias de MS diminuem mais de 80%

Acidentes de trabalho nas indústrias de MS diminuem mais de 80%

Aline Oliveira

19/10/2018 - 18h05

O número de acidentes de trabalho na indústria de transformação de Mato Grosso do Sul caiu de forma significativa entre os anos de 2015 e 2017, de acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho 2017, publicado recentemente pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda. 

No período, as ocorrências tiveram queda de 80% nas indústrias responsáveis por fabricação de produtos não metálicos e nas fábricas de móveis. Nas indústrias de produtos elétricos os acidentes de trabalho caíram 81%. No setor de infraestrutura sul-mato-grossense, nas atividades da construção civil, como demolição e terraplanagem, a diminuição no número de acidentes caiu 40%.  

Já em todos os setores do mercado formal de Mato Grosso do Sul, para cada grupo de mil contratos trabalhistas ativos foram registrados pouco mais de 17 acidentes, nos anos de 2016 e 2017. O número representa queda de 15% nas ocorrências, em comparação com os dados divulgados pelo Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho 2014, quando pouco mais de 20 acidentes de trabalho foram registrados, em cada grupo de mil contratos trabalhistas, no estado.

Para especialistas da área, o esforço das indústrias e a atuação de entidades como o Serviço Social da Indústria, o SESI, na promoção da segurança e saúde do trabalhador estão contribuindo para a queda de acidentes nos ambientes das empresas.

“Muitas empresas não realizavam esse tipo de melhorias no ambiente de trabalho por completo desconhecimento da legislação. E o nosso papel é, literalmente, pegar na “mão” da empresa, dizer quais os tipos de legislação que existem e que ela tem de fazer para se enquadrar”, explica a Diretora de Segurança e Saúde no Trabalho, do SESI-MS, Adriana Sato.

NO BRASIL

O número de acidentes de trabalho caiu, durante os últimos anos, em todo o Brasil. De 2008 a 2017, a taxa de incidência no país passou de 22,98 para 13,74 acidentes a cada mil vínculos empregatícios, de acordo com a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda.

Em 2015, as indústrias e empresas nacionais investiram mais de R$ 28 bilhões, apenas com a Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho, e foram responsáveis pelos custos de interrupção de produção, de substituição de trabalhadores incapacitados e com despesas administrativas de acompanhamento dos acidentes de trabalho junto à Previdência, de acordo com pesquisa publicada pelo SESI.

Além disso, cerca de 88% das empresas do país realizam programas de promoção da segurança no trabalho, com investimentos maiores que o mínimo exigido pelas normas vigentes, e quase 85% realizam monitoramento de aspectos ergonômicos do ambiente de trabalho, ou seja, buscam melhores adaptações de máquinas e equipamentos para promoverem a segurança dos funcionários.

“Saúde e segurança não é um gasto, mas investimento. Quem vai receber isso? A empresa através de ganhos financeiros e o trabalhador através da melhoria do ambiente de trabalho”, lembra Adriana Sato.

PROPOSTA DA INDÚSTRIA

A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, publicou o estudo “Modernização Previdenciária e da Segurança e Saúde no Trabalho”, que faz parte de um conjunto de 43 propostas que foram entregues aos candidatos à presidência da República.

Entre as Propostas da Indústria para as Eleições 2018, está a inclusão de metas em saúde e segurança do trabalho na participação nos lucros e resultados das empresas; o acesso à Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) por meio eletrônico; modernização do sistema de pagamentos de benefícios e que as empresas participem da perícia médica do INSS, entre outras.

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