Cidades

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Conclusão de obras do anel viário dependerá das chuvas

Equipes ainda não iniciaram a construção de rotatórias de acesso às rodovias

Com obras iniciadas há quase 20 anos, o macroanel rodoviário de Campo Grande, entre as saídas para Rochedo e Cuiabá, depende do tempo para ser entregue até o final do ano. Além do grande volume de chuvas previstos para a primavera, as equipes ainda não iniciaram a construção das três rotatórias previstas para serem implantadas nos acessos da MS-080, MS-010 e BR-163.

Na tarde de ontem, o ministro-chefe da secretaria de Governo, Carlos Marun, acompanhou vistoria no canteiro de obras. Apesar dos avanços nas obras e com o aumento de equipes, ele acredita que ainda haverá desafios na execução. “Nós temos ainda alguns pontos de preocupação que são as três rotatórias”. 

Segundo ele, o governo federal tem disponível R$ 9,5 milhões para investir no empreendimento. No entanto, a liberação dos recursos dependem de medições encaminhadas pelo município. Apesar dos desafios, ele acredita que é possível concluir até o final do ano. “É evidente que é possível a entrega dessa obra. Nós vamos agora lutar para que se mantenha o ritmo”. O prefeito Marcos Trad também indicou que a conclusão deve depender das chuvas. “[A expectativa é de] meados de dezembro. Depende da natureza”.

Conforme apurado pela reportagem do jornal Correio do Estado, as obras devem ser concluídas dentro de 60 dias. Ainda é necessárias a aplicação asfáltica em 600 metros próximos a BR-163, além de 6 quilômetros de aplicação de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), próximo a BR-010. 

Atualmente, equipes executam obras no último trecho do macroanel rodoviário, ligação de 24 quilômetros entre as saídas para Rochedo (MS-080) e de  Cuiabá (BR-163).

No final do ano passado, a prefeitura prorrogou convênio com Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit). Foi necessário alterações no projeto, que exigiram um aditivo de R$ 1.603.513,62 no convênio. O valor total previsto inicialmente para o empreendimento era  R$ 26.440.565,17. Após aditivos e reprogramação da obra, o custo total da obra chega a R$ 36,3 milhões.

DESAPROPRIAÇÕES

O trecho atualmente em execução foi iniciado há sete anos. A obra ficou travada por cinco anos e foi retomada apenas em agosto de 2017. O motivo da paralisação foram indenizações relacionadas a desapropriações de terrenos sobre as áreas que abrangiam o projeto. 

De acordo com o prefeito Marcos Trad, não há mais pendências judiciais relacionadas a indenização de proprietários. Marun também foi informado disso e não soube dizer se o recurso federal ainda disponível para obra pode ser usado no pagamento de desapropriações. “O município tem a participação dele na execução do empreendimento”. 

Em agosto deste ano, a reportagem do Correio do Estado apurou que entraves judiciais relacionadas a desapropriação ainda estavam pendentes de pagamento no local de construção do macroanel. Dos 51 lotes afetados pela obra, seis ainda precisam de negociação entre os proprietários e o município. 

As obras apenas podem ser executadas nos lotes onde foram feitos pagamentos prévios ao proprietários. Caso o dono da área discordar do montante pago, pode questionar o valor judicialmente. Um dos processos relativos as desapropriações do empreendimento pendentes pedia a posse liminar da área, já que o dono não foi avisado e nem se quer indenizado pela prefeitura.

 

 

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