Cidades

CAOS URBANO

Temporal traz problemas e drama a moradores de Campo Grande

Uma hora de chuiva forte foi o suficiente para tumultuar Capital

Redação

01/11/2018 - 18h57

A chuva e o tempo fechado ainda persistem em Campo Grande no fim da noite desta quinta-feira (1), mas a tempestade de cerca de uma hora que caiu sobre cidade mais cedo foi o suficiente para inundar ruas, derrubar árvores e dificultar o trânsito e a vida das pessoas no primeiro dia do penúltimo mês do ano. Um sentimento de reviver os intensos 'pé d'agua', como se diz no popular, que aotrmentaram em outubro.

Na Avenida Capibaribe, no Jardim Petrópolis, região oeste, os reflexos da tempestade eram evidentes: via algada, árvores caídas e muito drama para os moradores.

A comerciante Agnes Freitas, 51 anos, mora desde os anos 1980 na região. Comerciante, ela vende móveis rústicos na avenida. Também aluga im[oveis. Mas as chuvas prejudicam e muito sua situação. Com as constantes enchentes, fica também as dificuldades de locomoção e o mau cheiro trazido pelo córrego vizinho transbordado.

"Merecia mais respeito, afinal aqui é uma via importante de ligação, que passa ônibus", disse a comerciante.

Pudera. Na avaliação dela o pesadelo teve data de início: 1991. Foi quando o córrego, sem obras de requailificação, começou a transbordar. E a água a subir. E invadir as casas. 

"Antes era de dezembro a março. Mas neste ano fomos premiados e a chuva conseguiu em outubro", ironizou Agnes.

Os problemas também são do Centro. Moradora da Rua 7 de Setembro, a professora Maria Luiza Pimenta, 49, desabafou pela falta de energia elétrica que perdura desde o início da tarde.

De acordo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há alerta vigente de tempestades, com chuvas intensas, entre 50 e 100 mm/dia e ventos de 60 a 100 km/h, que podem ocasionar corte de energia, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Segundo leitores do Correio do Estado, no Shopping Campo Grande houve queda de energia e, consequentemente, as cancelas do estacionamento pararam de funcionar e causou transtornos aos motoristas, que não conseguiam entrar ou sair do local. A falta de energia durou cerca de 30 minutos e a situação já está normalizada.

No Centro de Campo Grande, antes mesmo da chuva, houve vendaval e, pelo menos três semáforos pararam de funcionar no cruzamento da Rua 26 de Agosto com a Ernesto Geisel e com a avenida Noroeste.

Ainda no Centro, várias ruas ficaram alagadas. Na Afonso Pena com a Padre João Crippa, um banner se desprendeu da estrutura metálica, em um prédio. Na João Pedro de Souza com a José Antônio, por conta da força da água, formou-se uma espécie de "fonte" no bueiro. 

Árvores caíram na rua Francisco Alves Castelo, na Vila Ipiranga, e na rua Rui Barbosa, no Monte Líbano. 

O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) do Corpo de Bombeiros também caiu por conta das chuvas intensas e está fora do ar. 

Equipes dos Bombeiros e da Defesa Civil estão de prontidão para atender eventuais ocorrências relacionadas a chuva.

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