Os oito projetos que estavam em pauta na sessão de hoje na Câmara Municipal não puderam ser votados. A pauta foi trancada devido a falta de um relatório do projeto de lei do Executivo número 9.077/18 que autoriza financiamento de R$ 25 milhões para a investimento em tecnologia de informação.
“Faltou um relatório e assim que chegar nós votamos. Também há a opção do Executivo fazer a retirada do projeto. Fazendo uma dessas alternativas a pauta é destravada e voltamos a votação normal”, esclareceu presidente da Casa de Leis, vereador João Rocha (PSDB).
O líder do prefeito Marcos Trad (PSD), vereador Chiquinho Telles (PSD) alegou que “a Casa está muito criteriosa” com as matérias do município. Rocha rebateu alegando que é por isso que a casa é respeitada. “Agimos politicamente e tecnicamente também. Essa é nossa função”.
Curiosamente o prefeito esteve no Legislativo na manhã de hoje, mas não tratou deste assunto. Ele foi pessoalmente falar dos motivos que o levou a vetar o projeto de lei que alterava a jornada de trabalho dos agentes de combate de endemias e agentes comunitários de saúde de Campo Grande.
O texto criado pelo Legislativo possuía vícios de iniciativa. “Ele achou de forma elegante vir conversar com os vereadores sobre o veto e encaminhar o projeto com algumas alterações e dar autoria ao Executivo”, contou o
Conforme publicação do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta terça-feira (6), o projeto que inclusive era de autoria do seu representante na Câmara, o vereador Chiquinho Telles (PSD),invade a competência do poder Executivo, apesar de ser autorizativo.
O novo texto foi entregue hoje mesmo para os vereadores. “Íamos votar em regime de urgência, mas a pauta foi trancada”, acrescentou Rocha.