Cidades

UM ANO

Santa Casa receberá pelo menos R$ 270 milhões até 2019

Valor equivale aos repasses do poder público nos próximos 12 meses

Os atendimentos prestados ao Sistema Unico de Saúde (SUS) pela Santa Casa de Campo Grande vão custar pelo menos R$ 270.844.856,50 nos próximos 12 meses. São R$ 6.880.367,65 a mais do que o valor acertado no convênio firmado em novembro de 2017. No entanto, durante o primeiro ano de vigiência, além do repasse estabelecido no acordo, o hospital recebeu R$ 45.418.619,71 em repasses pontuais de recursos públicos.

A prorrogação do acordo entre Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), Secretaria de Estado de Saúde (SES) e Associação Beneficiente de  Campo Grande (ABCG) - responsável por administrar o local - foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial do município. Conorme a publicação, o prazo de vigência do convênio 38/2017 fica prorrogado para o período de 1° de novembro de 2018 à 31 de outubro de 2019. 

Inicialmente, o valor previsto para ser repassado ao hospital era de R$ 263.964.488,85, porém, a habilitação de leitos da Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru resultou, em fevereiro deste ano, no 2° termo aditivo dos nove feitos ao longo do convênio. Com o acréscimo anual de R$ 197.100,00 no orçamento, o acordo foi reajustado para R$ 264.161.588,85.

Antes disto, em janeiro, a unidade já favia recebido repasse pontual de R$ 30 milhões do Fundo Nacional de Saúde. O documento que formaliza o aditivo, apenas informa a utilização da verba “para custeio e manutenção” da ABCG.

Posteriormente, foram firmados mais sete aditivos, dos quais seis envolviam a concessão de verba pública de forma pontual. Esses tipos de repasses totalizaram, até o fim de outubro deste ano, R$ 45.418.619,71. Além dos R$ 30 milhões de janeiro, está entre os maiores repasses o montante de R$ 3.105.261,08 do governo estadual para ampliação do acesso aos procedimentos de cirurgias eletivas. Há, ainda, R$ 2.000.000 referentes à primeira das três parcelas para manutenção da Unidade do Trauma. O restante do dinheiro deve ser repassado neste mês e em dezembro.  

Em nota, a Sesau apenas confirmou a prorrogação do convênio, mas não explicou o motivo do reajuste de R$ 6,8 milhões no convênio. A ABCG, mantenedora da Santa Casa, não respondeu aos questionamentos da reportagem do Correio do Estado. 

DEFICIT     
                                                                                          
No ano passado, a Santa Casa fechou o ano com deficit 30% maior do que em 2016. A relação entre despesa e receita havia passado de R$ 73.774.000 para R$ 102.788.216. Os números foram apresentados em relatório da entidade publicado em maio deste ano. 

Conforme o relatório, os serviços prestados pela instituição via Sistema Único de Saúde (SUS) foram maiores do que o determinado. O artigo 20 do Decreto nº 8.242, de 23 de maio de 2014, exige prestação anual dos serviços no porcentual mínimo de 60%. Entre os serviços prestados que contribuíram para o aumento no número de atendimentos estão as cirurgias, que saltaram de 27 mil em 2016 para 40 mil em 2017. 

 HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Também foi publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial do município o aditivo de repasse para o ambulatório transexualizador do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), além da supressão de recursos para atenção a povos indígenas. 

O valor acrescido ao convênio foi de R$ 86.004, que será pago em seis parcelas de R$ 14.334. Quanto ao valor suprimido, deixarão de ser repassados pelo convênio 
R$ 14.596.

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