Pela terceira vez, a data para o início da operação de radares e lombadas eletrônicas que devem monitorar a velocidade no trânsito de Campo Grande foi adiada. Depois de anunciar que os aparelhos começariam a operar em outubro e, em seguida, novembro, agora, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informou que os aparelhos só começam a aplicar multas em dezembro.
De acordo o diretor-presidente da agência, Janine de Lima Bruno, apesar de já colocados em vários pontos da cidade, os aparelhos ainda não contam com eletricidade, que deve ser instalada pela concessionária de energia elétrica, a Energisa, ainda neste mês. Depois disso, os equipamentos ainda terão de ser aferidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o que vai demandar ainda mais prazo.
“Nosso plano é que esses serviços sejam feitos até o fim do mês de novembro. Depois de tudo pronto, os radares vão operar em carácter educativo, durante 15 dias. Nesse período, nós vamos colocar faixas pela cidade e orientar o motorista. Por isso, só no mês que vem que eles começam a multar mesmo”, disse.
Procurada, a Energisa informou que “não realiza instalação elétrica nos radares de velocidade e que quem executa este serviço é a Agência Municipal de Transporte e Trânsito [Agetran]”, mas explicou que atende aos pedidos de ligação das instalações de radares encaminhadas pela agência, seguindo cronograma definido pelo órgão fiscalizador. Já o Inmetro não respondeu aos questionamentos da reportagem.
INOPERANTES
Radares e lombadas foram desligados em Campo Grande em dezembro de 2016 e os equipamentos mistos - que flagram tanto excesso de velocidade quanto avanço de sinal vermelho - estão parados desde abril do mesmo ano. Ao todo, são dois anos e quatro meses que os serviços começaram a ser interrompidos.
Em junho deste ano, Prefeitura de Campo Grande convocou, por meio de publicação do Diário Oficial do Município (Diogrande), empresa escolhida para operar os aparelhos nos próximos dois anos, na Capital. A vencedora do pregão presencial foi o Consórcio Cidade Morena (composto pelas empresas Perkons SA, Serget Mobilidade Viária LTDA e Fiscal Tecnologia e Automação).
Além de gerenciar e realizar a manutenção necessária nos equipamentos e recolocar em funcionamento os radares e lombadas desligados, a licitação prevê a compra de três radares móveis, 50 talonários eletrônicos, aluguel de 20 câmeras de videomonitoramento, uma central de monitoramento, um sistema de análise e inteligência de imagens veiculares e um sistema de processamento de imagens e infrações.
NOVIDADES
Os novos aparelhos serão instalados em pontos já conhecidos pelos motoristas e também em novos locais. Serão 236 aparelhos de três tipos diferentes- fixo e discreto, fixo e ostensivo, e misto -, que serão distribuídos em 106 locais, a maior parte em vias de grande circulação.
As principais ruas e avenidas que cruzam a área central, ligam a periferia, ou mesmo que dão acesso as saídas da cidade, vão continuar a ter o monitoramento, entre elas a Gury Marques, Rachid Neder, Nelly Martins (Via Parque), Três Barras, Manoel da Costa Lima, Duque de Caxias, Dr. Gunter Hans, Ministro João Arinos, Ceará, Ernesto Geisel, Fernando Correia da Costa, Prefeito Lúdio Martins Coelho, Tamandaré, Mato Grosso e a Rua 14 de Julho (em frente a Feira Central).
Os locais vão receber a implantação de radares do tipo fixo e discreto, num total de 97 equipamentos em 49 pontos diferentes. Já os 30 radares fixos e ostensivos serão instalados em 20 locais e os 109 radares mistos serão colocados em 37 pontos.