Cidades

Alerta

Imunização contra febre amarela deve ser feita de forma antecipada

O período de maior transmissão da doença é entre dezembro e março

Redação

13/11/2018 - 10h01

O Ministério da Saúde chama a atenção para a necessidade de imunização contra a febre amarela de forma antecipada, devido à proximidade do verão. O período de maior transmissão da doença é entre dezembro e março.

Segundo informações, regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo permanecem com um quantitativo elevado de pessoas não imunizadas, ou seja, com maior risco de adoecer, já que estas localidades foram recém-afetadas pelo vírus e possuem grande contingente populacional. “A doença tem alta letalidade, em torno de 40%, o que torna a situação mais grave”, destacou o ministério, em nota.

O governo estima que a cobertura vacinal para a febre amarela deve ser de, no mínimo, 95% da população. Por isso, a importância de evitar correria e longas filas em busca da imunização. 

O público-alvo para vacinação contra febre amarela inclui pessoas a partir dos 9 meses de vida e que não tenham comprovação de vacinação. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), respaldada em estudos que asseguram proteção por toda a vida.

Vacinação ampliada

Desde o surto registrado em dezembro do ano passado, a vacinação contra a doença foi ampliada e alcança 4.469 municípios – incluindo 940 cidades localizadas nas proximidades das capitais e áreas metropolitanas das regiões Sudeste e Sul, onde houve evidência da circulação viral.

A vacina é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente aos estados. Em 2018, foram enviadas, de acordo com o ministério, 30 milhões de doses a todo o país. “Apesar dessa disponibilidade, há uma baixa procura da população pela vacinação. As pessoas devem tomar a dose pelo menos dez dias antes do deslocamento para as áreas recomendadas”, reforçou o ministério.

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