Empresário Cláudio Simão de 47 anos que morreu na madrugada desta quinta-feira (15), após levar 13 tiros enquanto entrava em sua residência, estava sendo processado por dívida de R$ 40 milhões. Simão era um dos proprietários da Mineradora Pirâmide Participações Ltda de Corumbá. Ele morava em Campo Grande e o crime aconteceu no Jardim Bela Vista.
Após Simão ser processado, um de seus três filhos pagou o valor em cheque, porém o documento foi devolvido porque não tinha fundos. O autor executou o cheque extrajudicialmente e a oficial de Justiça, no dia 9 de outubro de 2018, chegou a ir na casa da vítima, mas sem sucesso, pois, de acordo com o responsável pela entrega, Simão fingiu que não estava em casa. "Esta Oficial suspeita que ambos estavam na residência e se ocultam deliberadamente para não serem citados", diz trecho do documento de execução de título.
Simão foi condenado a pagar a dívida no prazo de três dias. O valor poderia ser parcelado em seis vezes, acrescidas de correção monetária pelo índica do IGPM-FGV e juros de mora de 1% ao mês. Conforme informado no processo, a Justiça tentou penhorar bens da vítima, mas, não encontrou imóveis em seu nome.
Na ação, o autor justifica que precisa receber o valor porque é referente a herança que seu falecido pai deixou para sua mãe.
O CRIME
Cláudio Simão, de 47 anos, foi executado com tiros de pistola calibre 9 milímetros no início da madrugada desta quinta-feira, no Jardim Bela Vista, em Campo Grande. Empresário do ramo da mineração em Corumbá, ele voltava do aeroporto em uma caminhonete, quando foi atingido pelos disparos. Ele estava com o filho, baleado, e o amigo do filho, atingido por estilhaços.
De acordo com o delegado Antônio de Souza Ribas, plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, os executores estavam em um veículo Onix cinza. A polícia já definiu uma linha de investigação sobre qual seria a motivação, mas optou por não divulgar detalhes neste momento, para não atrapalhar o inquérito.
Conforme apurado, por volta da 1 hora, Simão chegava em casa na Rua Patagônia, quando os suspeitos se aproximaram e atiraram 13 vezes. O empresário foi atingido próximo ao tórax e nas costas e morreu no local. O filho dele, Gabriel Yuri de Moura Simão, 22, também baleado, foi socorrido em estado grave e está internado na Santa Casa.
O amigo que estava no banco traseiro foi atingindo por estilhaços, mas não precisou de socorro. Ainda segundo o delegado, o empresário havia acabado de voltar de uma viagem de negócios do Rio de Janeiro.