A Polícia Civil de Dourados prendeu os responsáveis pelo assassinato de Josivan Alves de Lima. Os quatro suspeitos confessaram o crime, praticado em setembro. O corpo da vítima foi encontrado com dois profundos cortes no pescoço e as mãos amarradas, características de execuções perpetradas pelo "Tribunal do Crime", ou seja, mortes empreendidas por facções criminosas contra seus desafetos.
Segundo o site Dourados Agora, Josivan seria integrante de facção contrária ao PCC. Após ter sido atraído pelos autores até uma casa, foi amarrado e levado até um 'barraco' existente na favela do Estrela Verá. No local, a vítima foi submetida a 'julgamento' por supostamente ser opositor ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Atualmente o 'barraco' encontra-se destruído, mas era utilizado pelo PCC para torturar e julgar aqueles que eram vistos como inimigos da facção.
Investigações indicam que Josivan foi levado em um local na saída para Campo Grande, onde foi brutalmente esfaqueado no pescoço. Ele não foi decapitado porque a faca utilizada pelos autores não era apropriada para tanto, fato confirmado pelos criminosos.
O delegado do SIG, Rodolfo Daltro, relatou alguns detalhes do crime e investigação. "Após intensas diligências foi realizada a prisão dos jovens que confessaram ter matado Josivan por ele supostamente ser opositor ao PCC. Um deles foi o responsável por providenciar o carro que seria utilizado para transportar Josivan e os demais, tendo ele utilizado um Fiat Fiorino pertencente à empresa onde trabalhava. Os outros desferiram as facadas contra o pescoço da vítima. Tratou-se o caso de uma morte praticada com requintes de barbárie, sendo exposto pelos autores que Josivan, ciente de que seria morto, somente clamou que tal ato fosse realizado de modo rápido", afirmou o delegado.