Campo Grande tem, ao todo, 27 área da cidade em estado de risco. O número é nove vezes maior do que o último boletim divulgado pela prefeitura.
A inofrmação foi divulgada nesta quarta-feira (21), através do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRaa), da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da Secretaria Municipal da Saúde.
Em fevereiro, o mesmo boletim informava que apenas três bairros da cidade estavam em estado de risco. O aumento é taxado de "significativo" pela própria prefeitura.
Ainda de acordo com o levantamento, além das 27 áreas em estado de risco, 34 estão em alerta e apenas oito aparecem com índices satisfatórios, ou seja, menores que 1% de infestação.
No último LiRaa, apenas o bairro Amambaí, na região central, apresentou índice superior a 3,9%, que é considerado de risco.
Conforme o levantamento, a área mais crítica é a dos bairros Monte Castelo, Seminário e Vila Nossa Senhora das Graças, na região norte, com Índice de Infestação Predial (IPP) de 9%. Em maio, o IPP da área era menor que 2%, o que representa um aumento de mais de 6%.
As áreas do Jardim Azaleia e Alves Pereira, na região norte, apresentam índice de 8.1%, seguidas do Mata do Jacinto, região norte, e Vila Fernanda, região sul, com 6.7%, Universitário, região sul, e Jardim Caiçara (região sul) com 6.6%.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o aumento nos índices já era esperado por conta do período mais chuvoso e por isso é necessário que haja uma conscientização e engajamento ainda maior da população, uma vez que 80% dos focos são encontrados dentro das residências.
“Diferente do que muita gente pensa, a maioria dos focos do mosquito está dentro do nosso lar. Naquele vaso de planta que fica no fundo de quintal, na calha entupida e em materiais inservíveis jogados no quintal. Portanto é preciso que isso sirva de alerta para a população e que todos nós tenhamos consciência. O poder público faz a sua parte, mas é extremamente necessário o envolvimento de todos nesta batalha”, disse.
De acordo com o secretário as ações de combate à proliferação do mosquito estão sendo intensificadas nos bairros com maiores índices de infestação e dentro da rotina nas demais regiões.
“Diariamente três viaturas do fumacê estão percorrendo esses bairros e paralelamente o trabalho de campo está sendo intensificado através das vistorias e orientações a cargo dos agentes de saúde. A partis das próximas semanas vamos intensificar também os mutirões e agir para evitar que nosso município enfrente uma nova epidemia das doenças relacionadas ao Aedes aegypti”, pontuou.
De janeiro a novembro deste ano foram registrados 979 casos confirmados de Dengue no município de Campo Grande, seis de Zika e 61 de Chikungunya.
No mesmo período do ano passado foram 688 casos de Dengue confirmados, 2 de Zika e 39 de Chikungunya.
