Vendedores ambulantes, que faziam ponto no centro de Campo Grande, não voltaram às suas atividades no dia de hoje (27), depois de notificação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) para que deixassem as calçadas, sob pena de multa e apreensão de mercadorias.
Como informado anteriormente pelo Correio do Estado, cerca de 60 ambulantes foram notificados a deixar as calçadas do centro. No final da tarde desta terça-feira, alguns ambulantes ainda saíam do local, sob fiscalização da Semadur.
As reações entre os comerciantes que têm lojas no Centro foram diversas. “Agora não vai mais ter bagunça. Está mais limpo; mais silencioso. Acho legal assim”, opinou o comerciante Wilson Dias.
Para a comerciante Márcia Gomes, eles deveriam ser realocados para outro lugar. “Eu já fui vendedora ambulante e é horrível o que fizeram com eles. Todos estão buscando seu ‘ganha pão’. No meu comércio eles não atrapalhavam em nada”, contou ela ao Correio do Estado.
Calçadas estavam vazias no centro de Campo Grande - Foto: Valdenir Rezende / Correio do EstadoDECISÃO
Conforme a Semadur, os ambulantes estão contrariando o artigo 109, da Lei Municipal 2909/92, e foram comunicados quanto a prática de comércio irregular, “portanto, receberam o comunicado de irregularidade por realizar comércio ambulante ou artesanal em local não permitido pela Prefeitura Municipal”, informou assessoria de imprensa do município.
No mês de junho deste ano, o Correio do Estado mostrou que nos últimos meses, as ruas centrais estão mais cheias de ambulantes e camelôs, e um dos motivos citados por eles é a crise e o desemprego, que assolam o País.
Quem anda pela Rua 14 de Julho esbarra em muitos vendedores de rua, organizados nas calçadas com suas bancas improvisadas e oferecendo roupas, acessórios, alimentos, frutas, brinquedos e outros produtos.
Com gritos aos clientes, muitas vezes rimas e piadas para chamar atenção, eles disputam espaço com as lojas.
Fiscais da Semadur faziam uma ronda no centro, na tarde de hoje - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado