O assassino em série Luiz Alves Martins Filho, o Nando, é julgado nesta quarta-feira (28) pelo assassinato de Ana Cláudia Marques. Nando é acusado de liderar grupo de extermínio no bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, região onde cometeu pelo menos 13 homicídios. Ele já foi condenado em dois casos.
No julgamento de hoje, que ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri, Nando responde por crime cometido no dia 29 de agosto de 2016. Na ocasião, acompanhado de dois comparsas, ele matou Ana Cláudia estrangulada com uma corda, em uma chácara no Jardim Veraneio. Após a morte, o corpo foi enterrado no local.
Conforme denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Nando e um dos comparsas concorreram para o fato, pois levaram a vítima até o local onde seria morta. Ainda segundo o MPE, o homícidio está qualificado pelo emprego da asfixia e com recurso que dificultou a defesa da vítima por conta de dissimulação, já que ela teria sido conduzida até a chácara sob o pretexto de uma suposta conversa.
Com base na denúncia, Nando e um dos comparsa foram pronunciados por homicídio qualificado com emprego de asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver. O outro acusado que participoui do crime será julgado posteriormente, pois teve o processo desmembrado.
CONDENAÇÕES
No dia 29 de junho deste ano, Nando, foi condenado a 18 anos e 3 meses de prisão pelo juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos. O júri aceitou por unanimidade o pedido do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), pela morte de “Café” ou “Neguinho”, que até hoje não foi identificado.
O juiz proferiu sentença que condenou Nando a 18 anos de reclusão por homicídio, pena que foi reduzida em um ano pela confissão do crime. Além do homicídio, o réu foi condenado a 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver, e também pela confissão, teve a pena reduzida em 3 meses.
Na última sexta-feira (23), ele foi novamente condenado a 18 anos e quatro meses de prisão em outro processo. A maioria do júri acatou o pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), pela morte de Lessandro Valdonado de Souza, que na época do crime tinha 13 anos.