Cidades

OPERAÇÃO REAGENTE

Estado aciona Procuradoria para ajudar em investigações

Unidade hospitalar alvo da operação é de responsabilidade do Governo

Redação

30/11/2018 - 15h57

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (30), o Governo do Estado informou que não só apoia a operação deflagrada durante a manhã pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual como também determinou à Procuradoria-Geral do Estadual o acompanhamento das ações.

A Operação Reagente resultou na prisão do médico diretor-presidente do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Justiniano Barbosa Vavas, do gerente de laboratório da instituição, Adriano César Augusto Ramires, e do empresário Luiz Antônio Moreira, dono da empresa de produtos hospitalares Neoline. Equipes ainda buscam mais uma pessoa alvo de mandado de prisão preventiva. A unidade hospitalar é de responsabilidade da gestão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

A ação visa desarticular esquema de corrupção passiva e ativa, e fraudes em licitações de materiais para exames laboratoriais na unidade de saúde. Conforme apurado, Vavas não seria um dos alvos de prisão, mas durante cumprimento de mandado na casa, agentes do Gaeco encontraram uma espingarda calibre 36, motivo pelo qual foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo. 

A equipe, juntamente com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, esteve na casa dele, no Carandá Bosque, na região cenral, no início da manhã, e em seguida saiu com detido em uma viatura descaracterizada. Adriano e César, por sua vez, seriam alvos diretos das investigações.  O Gaeco foi às ruas para cumprir três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao esquema de corrupção. 

A assessoria de comunicação do Gaeco informou que logo mais vai divulgar mais detalhes sobre a operação. Pela manhã, a equipe flagrou um funcionário do setor administrativo do hospital sendo conduzido por agentes, mas o homem nega à imprensa que tenha sido detido ou que tenha prestado depoimento. Os promotores envolvidos ainda não se manifestaram sobre o procedimento.

O nome da operação tem relação com um dos materiais adquiridos fraudulentamente pelo Hospital Regional referente a reagentes químicos utilizados na realização de exames laboratoriais.

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