Mesmo com toda a mobilização e debates sobre o problema de macas retidas em hospitais de Campo Grande, a situação se repetiu na manhã deste domingo (2). Maca de viatura de resgate do Corpo de Bombeiros está retida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Leblon desde às 7h25.
De acordo com o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Huesley Paulo da Silva, 102 macas da corporação foram retidas entre setembro e outubro, além de outras 75, no mês anterior. “Mas não vamos deixar de atender ocorrência por falta do equipamento, vamos fazendo transporte na prancha rígida”, explicou o tenente.
As pranchas rígidas são em maior número e podem substituir as macas, não seria o ideal, mas o tenente alega que, por enquanto, é o que os profissionais fazem para improvisar.”Sempre fazemos resgate de trauma com a prancha, transportamos o paciente para maca e em seguida encaminhamos para as unidades. Ultimamente, os dois equipamentos têm ficado retidos, devido a superlotação”, reforçou o tenente.
Na última sexta-feira (30), audiência pública feita na Assembleia Legislativa, para debater o assunto, resultou em notificação ao Ministério Público Estadual (MPE-MS), mas de acordo com o tenente, nada foi resolvido.
Na ocasião, o deputado Paulo Siufi (MDB) disse que os bombeiros estavam reclamando da falta de viaturas. “Vamos solicitar nesta segunda-feira (3) ao Ministério Público para que possa verificar o porquê da corporação do Corpo de Bombeiros só ter duas viaturas de resgate sendo que deveriam ser no mínimo sete, e também iremos convidar o Secretário de Justiça e Segurança Pública para que nos forneça explicações em relação ao exposto na audiência, visto que tem atrapalhado o salvamento de muitas vidas, que é a função do Corpo de Bombeiros, não só nos casos de incêndio de afogamento mas também nos acidentes de trânsito em Campo Grande e de cidades no interior do Estado”, argumentou.
Porém, o tenente Silva declarou que neste domingo a corporação está operando com três viaturas de resgate e duas estão em manutenção devido a batidas e colisões e que o processo para arrumar as viaturas tem sido mais demorado devido a cotação do menor preço para os serviços. “O número ideal seria sete, mas estamos trabalhando com cinco, sendo que duas estão em manutenção, no momento”, finalizou o tenente.