Cidades

CIDADES

Assoreado, lago do Parque das Nações se torna depósito de lama

Tomado por sujeira, curso d’água tem barreiras de areia e está tão raso que capivaras já conseguem atravessar

Redação

03/12/2018 - 06h00

Quem frequenta o Parque das Nações Indígenas, um dos principais cartões-postais de Campo Grande, já deve ter percebido algumas mudanças na paisagem. O lago do parque, que costuma ter tom esverdeado e quedas d’água, parece mais com uma grande poça de lama do que a bela lâmina d’água vista em fotos do passado.

O local serve para o encontro das águas dos córregos Reveilleau, Joaquim Português e Desbarrancado. O assoreamento é resultado do sedimento e areia que descem pelo Reveilleau (em sua maior parte) e pelo Joaquim Português. Apesar de visivelmente afetado, o lago foi desassoreado há alguns anos, mas o trabalho acabou prejudicado pelas constantes intervenções urbanas.

“O lago está bastante afetado. As capivaras já estão o atravessando, o que mostra o quanto está raso. É uma situação muito séria e preocupante”, considera a doutora em manejo e conservação de recursos da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng) – da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) –, Claudia Gonçalves Dianna Bacchi.

O que piora a situação do lago é a crescente urbanização da região norte, além do próprio Parque dos Poderes. “Quando essa estrutura [do lago] foi criada, era para a contenção de enchentes, para armazenar água quando chove muito, mas foram sendo criados bairros, como os Carandás, a própria urbanização do Parque dos Poderes, que acabaram sobrecarregando o lago”, explica.

O crescimento imprudente e desenfreado dos bairros tem interferido, por exemplo, numa maior ocorrência de enchentes na Via Parque. Um dos motivos é justamente o fato de o lago do parque não comportar mais a água da chuva. “O lago está assoreado. O espaço onde a água ficaria está ocupado por areia. Ele foi dimensionado para uma realidade em que os bairros que citei não existiam, onde havia apenas terra, que impermeabilizava a água da chuva. Acredito que a solução agora seja a dragagem, a retirada do material para bem longe da bacia, de imediato”, considera a doutora.

Além disso, conforme Bacchi, é necessária a reestruturação dos bairros que ficam acima do parque, de onde água e areia saem. “Sempre que se faz um loteamento, é preciso propor ruas em curva de nível em vez de serem retinhas, estruturas para pequenos lagos, dimensionados para contenção de enchentes. Se todos tivessem essa pequena estrutura de contenção, em cada região, o problema ficaria ali, não desceria para o lago do parque”.

HISTÓRICO

Esta não é a primeira vez que o lago do Parque das Nações Indígenas está nesta situação. Em 2011, a mesma cena era vista e o local passou por uma revitalização completa, que precisou ser repetida em 2014. 
Nas duas ocasiões, a retirada da areia na barragem ao lado do lago principal foi feita com a ajuda de caminhões basculantes, uma retroescavadeira e uma draga – máquina para retirar areia e lodo do fundo dos rios. Era tanto sedimento que, a cada hora, quatro caminhões deixavam o parque carregados com a areia retirada do fundo da barragem.

As ações do último projeto, que custou cerca de R$ 1,5 milhão, incluíam desassoreamento do lago de contenção, drenagem, reforma do gradeamento, quiosques, banheiros, quadras, rede elétrica e iluminação do parque.

Pensando numa possível solução para os problemas atuais do parque, o Correio do Estado perguntou ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) se há algum projeto semelhante aos realizados em 2011 e 2014 previsto. No entanto, não houve resposta até a publicação desta reportagem.

“PISCINÃO”

Uma solução para o problema seria a conclusão das obras de um “piscinão”, com capacidade para reter 22 mil metros cúbicos de água, na confluência da Avenida Mato Grosso com a Rua Hiroshima. O local receberia as águas pluviais de toda parte alta da região (bairros Vila Nascente, Carandá, Mata do Jacinto e Parque dos Poderes). No entanto, as obras começaram no início do ano e ainda não foram finalizadas.

Nova Mobilidade

Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande

Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível

05/11/2026 17h46

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível.

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Educação

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Prazo começa na segunda-feira (9) e segue até 6 de janeiro; número é 20 mil superior às 200 mil vagas disponibilizadas para o ano letivo de 2026

05/11/2026 17h19

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).