Dois mandados de prisão foram cumpridos em Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (4) pela megaoperação desencandeada nesta manhã contra o crime organizado.
Segundo o Ministério Público Estadual, um dos alvos foi um detendo da Penitenciária Estadual de Dourados. O outro mandado foi cumprido em Aparecida do Taboado. O Correio do Estado apurou que ambos são investigados pela Justiça de Santa Catrina, que emitiu os mandados, por assumirem tarefas de contabilidade em facção criminosa.
Ao todo, a operação aconteceu em 14 estados e o Dustrito Federal, com 266 mandados de prisão e 203 de busca e apreensão. Além de Mato Grosso do Sul, a atuação aconteceu em Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins .
O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNOC) é quem coordenou os trabalhos, junto com dez Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECOs) do Ministério Público.
Até as 12h30 (de MS), não haviam sido divulgados o número total de pessoas presas.
Os alvos são integrantes das facções criminosas: Primeiro Comando da Capital (PCC), de origem paulista, das cariocas Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP) e Amigo dos Amigos (ADA), da capixaba Primeiro Comando de Vitória (PCV) e da paraibana OKAIDA RB, uma dissidência da OKAIDA.
Em São Paulo, onde as ações são coordenadas, são 59 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão contra integrantes do PCC. A ação ocorre em Americana, Arujá, Cerquilho, Guarulhos, Hortolândia, Jaboticabal, Limeira, Moji das Cruzes, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio das Pedras e Santa Bárbara D’Oeste, e contam com o apoio das polícias Militar e Civil.
No Tocantins, ainda é feita inspeção na Casa de Prisão Provisória de Palmas, com o objetivo apreender armas, drogas, explosivos, aparelhos de comunicação móvel e cadastros de faccionados.