A invasão de uma página em rede social de temática religiosa de Campo Grande virou caso de polícia após seu administrador, Douglas Júnior Corrêa Guanaes, 29 anos, procurar a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga, no domingo (9) à noite, para registrar o ataque.
A página no Facebook, 'O Leão de Judá', administrada por Douglas, foi hackeada e está sob o comando de um hacker que excluiu todos os outros administradores e agora tem sob seu domínio um público de 27 milhões de pessoas. O verdadeiro administrador da página pede ajuda para que providências sejam tomadas.
De acordo com Douglas, a página criada por ele há cerca de dois anos, é uma página de conteúdo cristão, voltado para auxílio e apoio emocional a milhares de pessoas. "Criei a página com esse intuito de quando fui a uma igreja com uma amiga, Deus falou no meu coração, comecei a publicar conteúdos e rapidamente atingi meio milhão de pessoas, essas pessoas buscam a página, elas precisam do conteúdo, os vídeos motivacionais, tudo está nas mãos desse hacker", explicou.
A vítima conta ainda, que o ataque cibernético aconteceu através de um link enviado pelo Facebook atavés do mensenger chamado, 'Administrador de Anúncios'. "Eu entrei nesse linkin, buscando entender o que era, no dia seguinte eu percebi que ele havia me excluído da administração da minha página e também excluiu os outros colaboradores", lamentou.
Ao tentar contato com o Facebook, Junior explica que não obteve sucesso, por que a empresa não tem número para contato e nem possui uma central de atendimento ao usuário. "Eles não possuem nada, nenhum jeito de falarmos com eles, apenas a denúncia através do Facebook, mas lá nada se resolveu, por isso fui registrar um boletim de ocorrência", disse.
Através de sua conta no Instagram, Douglas conseguiu avisar o público que a conta estava sendo hackeada. "Enviei uma mensagem por lá, mas no Facebook a mensagem saiu em espanhol", contou.
Foto: Reprodução Douglas diz estar de "mãos atadas" e que a maior vítima do ataque são os seguidores da página, "O Leão de Judá leva uma palavra para as pessoas, elas ficaram sem essa ajuda moral, e a fidelidade com o público que segue a página justamente buscando esse apoio, essa palavra, as pessoas que estão fazendo isso com a página são pessoas más", disse.
O administrador comenta ainda, que sua página é desvinculada de igrejas, o nome da página não tem a ver com a Igreja Legião Leão de Judá. "É diferente, não tem nada a ver com eles, aqui não temos uma igreja, somos voltados ao público que precisa de apoio", finalizou.