Cidades

POLÍTICA

Coringa e Trad assumem suplência e podem ter salário de até R$ 72 mil

Carlos Marun também retorna ao cargo de deputado federal com o fim do governo Temer

Redação

26/12/2018 - 12h24

A posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na Presidência da República e sua equipe, no dia 1º de janeiro, promoverá mudanças em algumas cadeiras do Congresso Nacional.

Além de garantir mandato relâmpago para alguns suplentes, também vão assegurar salários de até R$ 72 mil. No Estado vão se beneficiar com esse ‘direito’ o ex-vereador Coringa (PSD) e Fábio Trad (PSD).

Isso porque parte do time escalado para o próximo governo é composto por deputados federais e senadores. A legislatura dos cargos eleitos em 2014 termina apenas no dia 31 de janeiro.

Em  menos de um mês na função, eles terão o salário de R$ 33,7 mil, mais os penduricalhos como auxílio-moradia, de R$ 3,8 mil e podem até receber o equivalente a mais um salário, de R$ 33,7 mil, como ajuda de custo para início do mandato, o chamado auxílio-mudança. O deputado Fábio Trad abriu mão do auxílio-mudança, portanto, ficará apenas com o salário.

Ainda estão garantidos aos suplentes cota parlamentar, que varia de R$ 30,7 mil a R$ 45,6 mil para gastos com passagem aérea, com funcionários e demais custos do gabinete.

Os suplentes dos deputados federais Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Tereza Cristina (DEM) vão assumir as cadeiras, já que ambos serão ministros de Bolsonaro.

Na vaga do Mandetta, entra o ex-vereador Coringa (PSD) e na de Tereza, Fábio Trad (PSD), que estava na suplência de Carlos Marun (MDB).

O atual ministro da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer (MDB) já afirmou que irá retornar à Câmara dos Deputados assim que acabar esta gestão. Ele também receberá o salário e os benefícios que tem direito. Neste caso só não terá o auxílio-mudança, que já recebeu no início do mandato.

Os deputados federais eleitos em outubro deste ano serão empossados apenas no dia 1º de fevereiro. 

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