Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) vetou projeto que prevê a inclusão da biomassa de banana verde no preparo da merenda escolar da rede pública de ensino. A justificativa do Executivo Estadual é de que a prerrogativa para tal matéria é de competência do Estado e que a inclusão do produto geraria custo ao erário.
De acordo com o projeto de autoria do deputado Maurício Picarelli (PSDB), a biomassa de banana verde é um creme que pode ser adicionado aos molhos, bolos, biscoitos, pães, sucos e vitaminas e possui um alto teor de fibras, Vitaminas B1 e B6, betacaroteno e vitamina C.
“Nosso objetivo é que a escola aumente a qualidade da merenda com uma alternativa simples e barata que vai proporcionar uma melhor nutrição dos estudantes de Mato Grosso do Sul e, ainda, estimular uma alimentação saudável no cotidiano, pois existem várias referências médicas e nutricionais sobre os benefícios da biomassa de banana verde”, afirma Picarelli.
O projeto Criança Mais Saudável apresentado pelo parlamentar altera uma lei de 2014 que estabelece os gêneros alimentícios para o preparo da merenda escolar. A proposta de Picarelli prevê a utilização da biomassa três vezes na semana no cardápio da rede escolar.
Outra justificativa do governador para vetar o projeto é de que o processamento da biomassa requer trabalho específico. A biomassa é feita a partir do cozimento da banana, ainda bem verde, em panela de pressão por aproximadamente 25 minutos. Depois, descasca-se a banana e processa o conteúdo no liquidificador até formar uma pasta. Esse creme pode ser guardado por uma semana na geladeira ou ser congelado por um mês.