Denúncias de possíveis motins nos presídios do Brasil colocaram em alerta os agentes penitenciários de Mato Grosso do Sul. Conforme o presidente do sindicato, André Santiago, foi pedido a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) mais reforço para o primeiro dia de 2019.
O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) está monitorando a situação no país e uma denuncia anônima sobre possível motim Penitenciária Estadual de Dourados (PED) colocou o alerta no Estado. De acordo com o registro, presos estariam programando o motim para os primeiros minutos de 2019.
“Alertamos que poderá ocorrer uma cobrança entre facções. Com isso solicito junto a direção de todos o presídios que redobrar atenção. Se necessário peçam reforço as forças auxiliares. Dê ciência aos agentes penitenciários que estarão de plantão na passagem do ano. Qualquer alteração comunicar ao Grupo de Intervenção do Sistema Prisional (GISP) e a Diretoria de Operações (DOP)”, diz a mensagem divulgada entre os agentes, que circular em aplicativos de conversa.
Santiago explicou que mesmo sendo denúncias anônimas, e ainda sendo monitoradas, os agentes já estão avisados. “Mesmo tendo uma denúncia oficializada na PED, o alerta vale para todo Estado”.
Conforme apurado pelo Correio do Estado, informações de inteligência em nível nacional informam, incluindo Mato Grosos do Sul, que poderá ocorrer uma cobrança por parte de facção criminosa que atua dentro de presídios a presos de outras facções ou dissidentes. "Esse alerta é em decorrência das mortes que ocorreram contra essa facção, na região Norte do país, no início do ano. Todos os diretores de unidades receberam informes, bem como equipes de plantão. Além disso, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Agepen e de suas forças policiais, tomou providências para reforço na segurança, inclusive com policiamento aéreo sobre unidades de Campo Grande e Dourados".
FUGA
Na noite de sábado (29) agentes penitenciários frustraram o que poderia ter sido um plano de fuga de detentos do Presídio de Segurança Máxima da Capital, no Jardim Noroeste.
Segundo a polícia, grades de uma das celas do pavilhão um estavam serradas e escadas feitas de forma artesanal foram localizadas.