Em 2015, a palavra do ano era “fofo”. Três anos depois, o dicionário Oxford elegeu uma palavra não tão positiva assim: 2018 é o ano do “tóxico”.
A instituição explicou o motivo da escolha dessa palavra em seu site: “A palavra do ano da Oxford é uma palavra ou expressão que é julgada como um reflexo do ethos, do humor ou das preocupações do ano que está chegando ao fim. Ela tem um potencial duradouro como termo de significado cultural".
A Oxford apontou um aumento de 45% no número de vezes que os usuários pesquisaram a palavra no ano de 2018 e relata que depois de “química”, a palavra que frequentemente a acompanha é “masculinidade”. O termo masculinidade tóxica se refere à epidemia de direitos masculinos, alienação e violência que deram origem ao movimento #metoo cuja a luta é contra o assédio e agressão sexual.
Na sexta posição de assuntos tóxicos eleitas pela Oxford é “relacionamento”. Esse, na verdade, é um tema recorrente na lista de 2018, que também inclui “incel”, termo diminutivo para a expressão celibatário involuntário, que é uma comunidade virtual composta por homens que não conseguem convencer mulheres a irem para a cama com eles. O grupo, por sua vez, está longe de ser um recanto de autoajuda. A comunidade acaba sendo um lugar de disseminação de ódio e misoginia, propagando opiniões hostis em relação a essas mulheres que não se deitam com eles.
Outra palavra sinalizada pela Oxford é “gaslighting”, uma forma de manipulação psicológica que faz a vítima duvidar de sua própria sanidade. “Orbitando” também se faz presente na lista e significa quando pessoas não se falam mais, mas mantém uma “viva presença” online na vida do sujeito, sem qualquer interação significativa.
O dicionário também incluiu um termo utilizado pela cantora Ariana Grande quando ela estava flertando com Pete Davidson e o elogiou por ser bem dotado: “big dick energy”, também conhecido como BDE. A cantora, contudo, excluiu o seu tweet.