Cidades

DOENÇA INFECCIOSA

Menino de 5 anos é diagnosticado com leishmaniose em Campo Grande

Criança ficou alguns dias internada e segue em tratamento

Um menino de 5 anos é a segunda vítima com caso confirmado de leishmanione neste ano em Mato Grosso do Sul. A auxiliar de cozinha Bárbara Stefany Marcelino Bernardo, 21 anos, conta que o filho, Pablo Henrique Marcelino Vera, 5 anos, foi diagnosticado com a doença e está em tratamento no Hospital Universitário de Campo Grande.

Conforme Bárbara, no dia 31 de dezembro, a criança teve febre alta. Ela foi medicada, mas como a febre não passava com o uso de medicamentos e persistiu por alguns dias, a auxiliar de cozinha levou o filho até uma unidade de saúde no Parque do Sol, no dia 2 de janeiro.

“O médico passou dipirona e remédio para dor de cabeça, além de pedir ultrassom. Ele disse que quando surgisse vaga para o ultrassom me ligaria”, contou.

Ainda segundo a mãe, como não houve melhora no quadro de saúde da criança, no dia 4 de janeiro ela decidiu levar o filho a outra unidade de saúde, desta vez no Coronel Antonino.

Inicialmente, o diagnóstico foi de dengue e Pablo ficou em observação. No entanto, o menino fez exames e, durante a tarde, o médico comunicou a mãe sobre a suspeita de leishmaniose. Diante do disgnóstico, ele foi encaminhado para a Santa Casa, onde passou por novos exames.

“Médico examinou a barriga dele e o baço estava com dez centímetros e o fígado com nove, aumentou de tamanho. Ele [médico] falou que o resultado do exame sairia no outro dia, mas passou o remédio para leishmaniose e ele já iniciou o tratamento”, disse Bárbara.

Laudo do exame confirmou a leishmaniose e, após seis dias na Santa Casa, a criança foi transferida para o Hospital Universitário (HU), onde há infectologista pediátrico. No hospital, o menino passou por transfusão de sangue, além de continuar o tratamento, até receber alta.

Pablo Henrique já está em casa, mas continua o tratamento com o uso de medicamentos. “O tratamento é durante um ano e daqui 30 dias ele tem que voltar ao hospital, para acompanhamento”, explicou a auxiliar de cozinha, acrescentando que o filho tem reagido bem ao tratamento. “A febre não voltou e a barriga diminuiu”.

Correio do Estado entrou em contato com as secretarias estadual e municipal de Saúde, que informaram que o caso ainda não foi notificado.

Em Mato Grosso do Sul, um caso de leishmaniose já havia sido confirmado neste ano, sendo uma criança de 3 anos, de Paranaíba.

LEISHMANIOSE

A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações.

Os transmissores são insetos conhecidos popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros.A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.

Apesar de grave, a leishmaniose tem tratamento para os humanos, que é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). 

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