Condenado por ligação com contrabando de cigarros, policial militar Aparecido Cristiano Fialho foi transferido para a reserva remunerada, ou seja, o governo do Estado autorizou o servidor a receber parte do salário. O benefício foi confirmado hoje, pela Agência de Previdência Social (Ageprev).
O PM é um dos vários condenados pela Justiça Federal na chamada Máfia do Cigarro. O grupo era responsável por contrabandear R$ 5,2 milhões em cigarros paraguaios para o Brasil.
Conforme a sentença, os acusados vão cumprir apenas serviços à comunidade e pagar R$ 3 mil. Na denúncia, Aparecido teria acumulado cerca de R$ 7 milhões em lavagem de dinheiro.
Ele foi condenado a 15 anos e quatro meses de reclusão por corrupção passiva com continuidade delitiva, pois agiu ilegalmente de 2015 a 2018, organização criminosa e lavagem ou ocultação de bens direitos e valores e a 3 anos e seis meses de reclusão por obstrução da Justiça.
Os policiais presos na época estão respondendo por acobertar o esquipe de sonegação de imposto do contrabando de cigarros que entrava em Mato Grosso do Sul, pela fronteira com o Paraguai.