Durou menos de duas horas mas a forte chuva que caiu sobre Campo Grande durante a tarde desta segunda-feira (4) foi o sufuciente para complicar a vida, com pontos de alagamentos e quedas de árvores em todas as regiões da cidade.
A reportagem do Correio do Estado flagrou ao menos três pontos granes de alagamento. O maior deles foi na Avenida Cônsul Aassaf Trad, na região norte, nas cercanias do Ceasa-MS. Carros tinham a passagem dificultada e motoqueiros, com prudência, esperavam a água abaixar ou apostavam em caminhos alternativos.
Próximo dali, na Avenida Coronel Antonino, no bairro de mesmo nome também da região norte, além dos pontos de alagamento, a chuva aliada aos fortes ventos derrubaram ao outdoor de uma conhecida loja de roupas.
Já na Via Parque, na região leste, os motoristas tinham pontos de alagamento pelo trajeto, mas conseguiam prosseguir viagem, mesmo com dificuldades.
Não foram apenas as enchentes o terror dos campo-grandenses com a forte chuva. Como sempre, também têm as quedas de árvore. Uma delas ocorreu nas cercanias da Rua Abrão Júlio Rahe, no bairro Santa Fé, região central.
Falando de Centro, obviamente a forte chuva afetou o trânsito. Vias como a Afonso Pena, a principal da cidade, tiveram tráfego acima da média, mais lembrando os motoristas o horário de pico e não o início da tarde, seja pela demora na viagem, seja pelo céu escuro, não comum nesse horário.
Motoristas encontraram pontos de alagamento na Cônsul Assaf Trad, na região do Ceasa (Álvaro Rezende/Correio do Estado)PREPARE O GUARDA-CHUVA
No que depender das previsões meteorológicas, fevereiro terá muito mais chuva que no mês passado. É o verão voltando à sua normalidade: quente e chuvoso. A chuva da tarde desta segunda-feira (4) já é um indicativo do que virá pela frente neste mês.
Relatório assinado pelo meteorologista Natalio Abraão Flho indica que na primeira quinzena deste mês ocorrerão muito mais precipitações. São esperadas, no período indicado, mais frentes frias e ciclones oriundos do Antárctica. Estas massas se espalham pelo continente a partir do Cone-Sul e atingem, sobretudo, o interior de Argentina, Paraguai e Brasil - sobretudo a região Centro-Oeste. Somado a este fenômeno, o aquecimento das águas do Oceano Atlântico também deve trazer chuvas a Mato Grosso do Sul, e também às regiões Sul e Sudeste do Brasil. “É bom ficar atento porque há chances de ocorrer chuvas mais frequentes para o Sul do Brasil até o sul de MS”, afirma Natálio.
Na segunda quinzena de fevereiro, as chuvas tornam-se mais irregulares, conforme análise do meteorologista. A temperatura também deverá apresentar leve declínio neste período.
Na Via Parque: mais alagamento para os motoristas (Álvaro Rezende/Correio do Estado)JANEIRO 'DESÉRTICO'
No mês passado, o volume de chuva foi bem abaixo do esperado. A estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) verificou um volume total de 55,6 milímetros em Campo Grande, enquanto a média histórica do mês supera os 200 milímetros. Em janeiro de 2018 também já havia chovido abaixo da média, porém, o dobro do mês passado: 11 0 milímetros.
Com pouca chuva, o calor foi fortíssimo. Na capital do Estado, os termômetros chegaram a marcar 37,9ºC no mês passado. No interior, como em Porto Murtinho (MS), a temperatura atingiu 41ºC.
No campo, o calor e a estiagem resultaram em perda de produtividade nas lavouras. Nas de soja, por exemplo, a produção foi pelo menos 13% menor.
Fachada de conhecida loja de roupas da região norte foi parar no meio da calçada com chuva (Álvaro Rezende/Correio do Estado)