Eduardo Romero (Rede) disse, nesta terça-feira (5), ser infundada a acusação de estupro contra ele. O vereador deve participar de uma audiência de instrução sobre o assunto ainda esta tarde.
“Quem está cuidando da situação toda é a Justiça. Espero que a audiência resolva, traga a verdade dos fatos e encerre de uma vez por todas essa acusação infundada”, declarou ele, afirmando que, seu papel é ir na audiência e prestar depoimento.
Romero comentou ainda que os agentes públicos são muito expostos e, por muitas vezes, incompreendidos. “Há maldade muito grande com questões públicas, mas só vou poder falar mais sobre isso depois do julgamento”, pontuou.
Nesta audiência, serão ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação. Não há informações se o resultado será divulgado ainda hoje.
O CASO
O vereador de Campo Grande, Eduardo Romero (Rede), é réu em um processo que tramita na 7ª Vara da Infância e da Juventude no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) por suposto crime de estupro de vulnerável. O caso foi registrado da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do bairro Piratininga em novembro de 2017.
Conforme informações obtidas pelo Correio do Estado, após a denúncia na Depac, o caso foi transferido para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e ficou sob responsabilidade do então delegado titular, Paulo Sérgio Lauretto. Ele não quis dar detalhes do caso, porém, conforme a Polícia Civil, o vereador teria abusado sexualmente de um menino de 13 anos.
De acordo com o registro policial, no dia 12 de novembro a criança foi junto com um tio na casa do vereador para auxiliar o tio no serviço de pedreiro. Ele contou a mãe, que registrou o boletim de ocorrência, que estava no interior da residência passando fios para o tio, que estava na laje, quando o parlamentar chegou.
O vereador teria encontrado o menino sozinho na casa e o levado para outro quarto, onde possivelmente aconteceu o ato e Romero, ainda conforme registro policial, convidou o adolescente para retornar a casa à noite.
A mãe da vítima percebeu que o filho estava com comportamento estranho e arredio, além de reclamações de dores de cabeça, o indagou sobre o que estava acontecendo e, após cinco dias, o menor relatou o ocorrido. A família da vítima foi a casa do vereador questiona-lo sobre o caso e o mesmo negou, porém teria voltado atrás e pedido para conversar. Pessoalmente, ainda conforme registro policial, ele teria confessado a mãe do menor o abuso, alegando que fez o que fez porque estaria sob efeito de drogas.
Após a conclusão do inquérito o caso foi entregue para o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPE-MS), que ofereceu denúncia à Justiça no dia 30 de janeiro de 2018. O promotor responsável pelo caso é o da 68ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, Celso Botelho de Carvalho.