Cidades

INVESTIGAÇÃO ENCERRADA

Inquérito indica que pais de menino que levou arma para escola não foram omissos

Criança ficou ferida ao atirar no próprio pé dentro da sala de aula

Fábio Oruê

06/02/2019 - 18h16

Inquérito policial do caso em que um menino de 9 anos levou uma arma para dentro da escola, em Campo Grande, em outubro de 2018, foi encerrado recentemente pela 1ª Delegacia de Polícia Civil (PC) da Capital e indica que os pais, que são médicos legistas da PC, não facilitaram o acesso da criança à pistola calibre 6.35 milímetros, que acabou disparando durante aula.

Delegado Mário Donizete Ferraz de Queiroz, responsável pela investigação, disse ao Correio do Estado que os depoimentos colhidos pela polícia com a criança e seus pais apontam que a arma era guardada corretamente e não oferecia riscos ao menino. Além disso, o pai tem a posse da arma por conta da profissão.

“Ela [a arma] ficava guardada e trancada dentro do quarto com chave. Então não tem indícios de omissão por parte deles [pais]”, disse o delegado.

Com o encerramento do inquérito, o caso agora está no Ministério Público de Mato Grosso do Sul à espera de avaliação, que pode ou não resultar em denúncia. “Nós enviamos as provas coletadas e cabe ao Ministério Público; a Justiça; determinar se há culpados ou não”, concluiu Donizete.

HISTÓRICO

O caso aconteceu no dia 17 de outubro do ano passado, por volta das 16h30, no Colégio Adventista do Jardim dos Estados (CAJE). Um estudante informou que o disparo foi durante a aula de geografia e o menino havia dito aos colegas que estava com a arma. Testemunha ouvida pela Polícia Militar contou que o menino teria disparado a arma por acidente ao pegar algo na lancheira durante a aula, ou seja, ele não estava a manuseando durante a aula.

A professora de uma sala vizinha foi quem fez os primeiros-socorros. O professor de geografia, assustado com o disparo, correu para pedir ajuda após se certificar que as demais crianças se deitaram no chão. Ele que encontrou a arma, dentro da bolsa escolar, quente pelo disparo.

O disparo atingiu o pé esquerdo da criança, que foi socorrida por uma ambulância particular e levada até o hospital, consciente e orientada. Ele teve alta médica no dia seguinte, na Santa Casa da Capital. Outro estudante contou que no momento em que perceberam que o colega havia se ferido, as crianças começaram a chorar dentro da sala de aula. “Todo mundo ficou muito assustado”, disse.

Avisados pelos filhos, os primeiros pais não demoraram mais que 15 minutos para chegarem no local após o ocorrido.

Minutos após o disparo, viaturas da Polícia Militar, além de uma ambulância do Corpo de Bombeiros estiveram no local. O trecho da Rua Rio Grande do Sul onde fica o colégio ficou interditado para trânsito no momento do resgate do menino.

Perícia e Polícia Civil também foram chamadas para verificar as circunstâncias em que tiro foi disparado e a motivação para o menino levar a arma para escola. Muitas das crianças choravam até por volta de uma hora depois do ocorrido.

Em nota, o CAJE informou que o aluno do Ensino Fundamental entrou com a arma dentro da própria lancheira, sem consentimento e conhecimento dos pais e da própria escola. O socorro médico foi chamado imediatamente após o incidente e o aluno recebeu atendimento médico equanto os demais alunos foram encaminhados para outra sala, onde ficaram em segurança.

“A escola lamenta o ocorrido e está prestando a assistência necessária à criança, à família e à polícia na investigação. A segurança e bem-estar emocional dos alunos é preocupação primordial neste momento”, afirmou o texto enviado à imprensa.

INVESTIGAÇÃO

Como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990, diz que menores de 12 anos são considerados crianças e são inimputáveis penalmente, ou seja, não podem sofrer nenhum tipo de penalidade e as medidas socioeducativas, como a internação, podem ser aplicadas apenas para adolescentes, aqueles entre 12 e 17 anos, os pais é que seriam responsabilizados pelo ato.

Apesar do caso ter sido investigado pela 1ª DP, o depoimento foi coletado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que tem estrutura de sala lúdica e psicólogos à disposição.

“Foi ouvido para que contasse toda a trajetória da arma, onde ele encontrou ela, para que levou para a escola. São detalhes importantes que só ele consegue nos contar. Agora vamos formular o relatório, que deve estar pronto em 48h, e na segunda-feira já deve chegar na 1ª DP”, contou a delegada Marília de Brito, titular da DEPCA.

De acordo com Donizete, o menino foi o primeiro a ser ouvido no caso e ajudou a guiar os depoimentos dos pais, professores e responsáveis pela escola.

Nova Mobilidade

Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande

Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível

05/11/2026 17h46

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível.

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Educação

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Prazo começa na segunda-feira (9) e segue até 6 de janeiro; número é 20 mil superior às 200 mil vagas disponibilizadas para o ano letivo de 2026

05/11/2026 17h19

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).