Detento Reginaldo Soares da Silva foi absolvido da acusação de envenenar o café servido aos agentes penitenciários na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. Crime ocorreu no dia 20 de abril de 2016 e julgamento foi realizado hoje na 1ª Vara do Tribunal do Júri.
No julgamento, defesa sustentou teses de absolvição por negativa de autoria e absolvição diante da insufiência de provas para a condenação. O Conselho de Sentença acolheu as teses e decidiu absolver o réu. Ele continua preso em razão de cumprir pena por outro crime.
Reginaldo respondia por tentativa de homicídio qualificado pelo emprego de veneno contra seis agentes penitenciários e, com base na decisão do júri, a juíza de direito em substituição legal, Denize de Barros, o absolveu.
O CASO
Conforme a denúncia, Reginaldo cumpria pena no estabelecimento penal e, durante o dia, realizava serviços de entrega de marmitas aos outros detentos. No dia do crime, ele deixou uma saco de pão ao lado da garrafa de café deixada por outro detento, e permaneceu por um longo tempo ao lado do café dos agentes, causando estranheza, já que não costumava ter tal atitude.
Os agentes, como de costume, foram até o local e ingeriram o café. Cerca de dez a 20 minutos depois, eles se sentiram mal, sendo encaminhados à enfermaria e, posteriormente ao hospital.
Ainda conforme a denúncia, a motivação do crime seria uma represália dos detentos aos agentes penitenciários devido a uma revista geral realizada no Pavilhão 2 e no setor de trabalho do presídio naquela época.
Conforme o laudo da perícia realizado no resto do café consumido pelos agentes e em copos encontrados no lixo ao lado da mesa, foi constatado que o detento utilizou um inseticida chamado carbofurano.