Recurso milionário e atualização do planejamento são o que prefeitura precisa para solucionar o problema de drenagem em Campo Grande. Essencial, o primeiro ponto ainda não está viabilizado. O que impede a execução do segundo, embora a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) trabalhe na revisão Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU) para ser apresentando em 2019.
Entre às 11h e 12h desta terça-feira, a dificuldade no escoamento da água da chuva causou novos estragos na Capital. Nos cruzamentos da Rua Rachid Neder com Ernesto Geisel e Via Park com Rua Ivan Fernandes Pereira, onde os alagamentos são recorrentes, carros foram arrastados e o asfalto destruído.
De acordo com o diretor adjunto da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Ariel Serra, equipes foram às ruas logo depois do temporal para executar medidas para evitar transtornos futuros. “Mobilizamos nosso efetivo para serviço de limpeza. Há muito lixo espalhado pelas ruas e isso vai parar nas bocas de lobo”, explicou.
Desde de 2017, a administração municipal tenta viabilizar empréstimo de US$ 82 milhões (na cotação atual em torno de R$ 255.995.800,00) junto ao CAF - Banco de Desenvolvimento da América Latina para solucionar os problemas de enchentes na Capital. No entanto, as negociações não avançaram. Também há proposta de emprestar dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Sem atualização há dez anos, o Plano Diretor de Drenagem Urbana (PPDU) vigente foi elaborado pelo consórcio RES - Planejamento em Drenagem Urbana, formado pela Rhama Consultoria Ambiental, Eco Prime Engenharia e Schettini Engenharia. No entanto, apenas em 2015 o documento foi aprovado. A prestação do serviço custou R$ 2 milhões aos cofres públicos e ficou engavetada. A Planurb afirma que já formou equipe técnica para revisão do documento.