Paliativa, a limpeza de bueiros e outras vias de drenagem de águas pluviais feitas por equipes da prefeitura, não é suficiente para evitar mais estragos em Campo Grande. Várias estruturas ficaram comprometidas devido a chuva ocorrida nos últimos dias e correm o risco de desabar caso novas tempestades atinjam a Capital. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), afirmou que alguns reparos precisam de um período prolongado de estiagem para ser feito.
A reportagem do Correio do Estado constatou dois trechos profudamente comprometidos. Na Rua Torquarto Neto, na Vila Margarida, um buraco se abriu no asfalto e corre o risco de desabar ainda mais, pois, o entorno esta oco. A sinalização do local foi feita pelos próprios moradores. Uma placa de “rua sem saída” foi removida de um dos cruzamentos e colocada dentro do buraco.
A estrutura do Córrego Prosa, já danificada com as últimas chuvas, corre o risco de sofrer com novos estragos. Parte do gabião, que margeia o córrego na altura da Praça das Águas, na cachoeirinha localizada próximo ao pontilhão da Avenida Ceará e a Avenida Ricardo Brandão, cedeu interferindo no curso da água.
De acordo com o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), a previsão para os próximos dias é de pancadas de chuvas e trovoadas isoladas na Capital. Amanhã, as precipitações deve ocorrer no período da tarde. No domingo ela da trégua, porém, na segunda voltam com força.
Em nota, a prefeitura afirmou que mapeia os locais danificados pelas chuvas que vão precisar de reparos. “O serviço está em andamento, com prioridades para os pontos mais críticos. Algumas intervenções, como a recuperação de solapamentos em pontos de drenagem e em trechos de gabião, dependem de um período mais prolongado de estiagem para serem executadas”.
INVESTIMENTOS
A prefeitura depende da captação de US$ 82 milhões para viabilizar obras previstas no Programa de Desenvolvimento Sustentável da Capital, destinadas ao controle de enchentes. Desde o início da gestão, o prefeito Marcos Trad tenta viabilizar os empréstimos, dificultados devido a pouca capacidade de endividamento do município.
Os projetos, apresentados em Brasília, contemplam a construção de bacias de detenção e barragens de amortecimento; drenagem e pavimentação; continuidade das obras de revitalização do Anhandui, chegando até as Avenidas Campestre e requalificação (reforço da drenagem e recapeamento) das Avenidas Campestre, Manoel da Costa Lima e Ernesto Geisel (entre as avenidas Salgado Filho e Mascarenhas de Moraes), além da Rua Antônio Maria Coelho.