Depois de reunião com o corpo técnico do Ministério do Desenvolvimento Regional, integrantes da Prefeitura de Campo Grande conseguiram aval para formalizar pedido de empréstimo de R$ 25 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com a finalidade de asfaltar ruas dos bairros Rita Vieira e Parque Dallas, ambos na região leste da Capital.
Segundo os secretários municipais de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, e Infraestrutura e Obras, Rudi Fiorese, presentes no encontro, a coisa não é imediata e o provesso pode demorar até três meses, no mínimo.
“Agora é fazer os projetos financeiro, técnico e de engenharia”, disse Neto, por telefone ao Correio do Estado, justificando que as escolhas dos bairros foi feita pelo próprio prefeito Marcos Trad (PSD). “É uma demanda antiga”, disse.
A reportagem apurou que a liberação do BNDES depende das contra-partidas sugeridas pela Prefeitura, entre elas investimento inicial próprio de R$ 5 milhões.
INVESTIMENTOS
A formalização do pedido de empréstimo ao BNDES é uma das agendas tocadas pela comitiva campo-grandense em Brasília (DF) na última quinta-feira (28/2).
A agenda do prefeito acabu adiada após o ministro Gustavo Canuto lhe telefonar pedindo para remarcar o compromisso, pois estaria ocupado com os estragos causados pelas chuvas em vários estados do país.
O prefeito iria para Brasília buscar recursos para contenção de enchentes na Capital.“O ministro explicou que não poderia nos atender, mas disponibilizou um corpo técnico que está reunido com três dos nosso secretários, e receberá os nossos projetos”, explicou Trad, ao Correio.
Segundo o prefeito, uma nova reunião com o ministro foi agendada para a próxima quinta-feira (7). “Na semana que, então, eu irei para que possamos conversar pessoalmente”, explicou.
Ainda conforme Trad, além do BNDES e o Ministério do Desenvolvimento Regional, os secretários Neto e Fiorese e a coordenadora de projetos especiais da Prefeitura, Catiana Sabadin, também visitaram o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
MELHORIAS
De acordo com Fiorese, o objetivo da viagem do prefeito à Brasília é conseguir cerca de US$ 82 milhões, equivalente a R$ 300 milhões, junto ao BNDS e também o antigo Ministério das Cidades. “Em 2017, nós apresentamos um projeto ao CAF [Corporação Andina de Fomento] para financiar essas obras, mas esse projeto não foi aprovado. Agora, vamos tentar junto ao BNDS e o Ministério. Mas não dá pra esperar muito, pois um valor como este não é fácil de aportarem”, disse.
Conforme o secretário, além da pavimentação de vias, os projetos que devem ser apresentados em Brasília contemplam a construção de bacias de detenção e barragens de amortecimento; drenagem e pavimentação; continuidade das obras de revitalização do Anhandui, chegando até as avenidas Campestre e requalificação (reforço da drenagem e recapeamento) das avenidas Campestre, Manoel da Costa Lima e Ernesto Geisel (entre as avenidas Salgado Filho e Mascarenhas de Moraes), além da Rua Antônio Maria Coelho.
As represas e bacias de amortecimento previstas estão orçadas em US$ 13,3 milhões. Elas terão capacidade para reter 204 milhões de litros de águas pluviais, evitando que os córregos Prosa, Segredo, Sóter e Imbirussu transbordem.
Na Bacia do Prosa, o projeto prevê uma bacia de detenção com capacidade para 5 milhões de litros, que será construída no Córrego Vendas (entre as ruas dos Vendas e a Rua Antônio Oliveira Lima). Está prevista ainda uma bacia de amortecimento no Córrego Sóter (entre as ruas Antônio Rahe e Rio Negro), com capacidade para 56 milhões de litros.
Na Bacia do Segredo, a previsão é a construção de outra bacia com 55 milhões de litros, entre as ruas das Balsas e Verediana, e uma bacia de detenção no Córrego Cascudo, para 15 milhões de litros, entre as ruas Pio Rojas e São Leopoldo.
No Córrego Imbirussu, entre as ruas Nipoã e Avenida Florestal, está programada uma barragem com capacidade para 28 milhões de litros para desempenhar dupla contenção de cheias e retenção de sedimentos. No Córrego Serradinho, que é da mesma bacia hidrográfica, é necessário a construção de uma barragem de amortecimento, entre as ruas Petrolândia e Dona Paula Mariana, com capacidade para 45 milhões de litros.