Projeto de lei que foi apresentado pelo deputado estadual João Henrique Catan (PR), durante sessão que ocorreu na última terça-feira (19), na Assembleia Legislativa, que prevê armas não letais em escolas estaduais, foi duramente criticado por alguns parlamentares.
O petista Cabo Almi é contrário a proposta e disse que "isso é um absurdo". "Pra que armas nas escolas? Vai virar palco de bang-bang? Escola não é lugar de armas, escola é lugar de ensinamento, de conscientização, discutir educação, pra que armas nas escolas?” declarou.
Outro que também não concordou com a proposta de Catan foi o deputado do PP, Gerson Claro. "Sou professor e sou da época da escola da paz, do amor, falta educação e não armas, não é com arma que se resolve isso e sim com conscientização", disse ele.
Em contrapartida o autor da proposta rebateu e disse que "é fácil especialistas criticarem e não darem outra alternativa". "No caso de Suzano [atentado que aconteceu em escola de São Paulo] as pessoas ficaram em redoma de vidro sem poder fazer nada e vendo as outras pessoas sendo mortas”, justificou ele.
A proposta do deputado foi motivada pela tragédia de Suzano, onde dez pessoas foram assassinadas dentro de escola estudal por dois adolescentes atiradores na última quarta-feira (13).
No projeto, o parlamentar propõe a existência de paiol com armamento químico e menos que letal em todas as escolas estaduais. Ou seja, gás lacrimogênio e pistolas de choque elétrico.