Cidades

BRIGA DE GIGANTES

Brasil precisa tomar cuidado ao se meter na Venezuela, diz FHC

Brasil precisa tomar cuidado ao se meter na Venezuela, diz FHC

Redação

07/04/2019 - 06h00
Notícia sem imagem

O Brasil precisa tomar cuidado para não entrar em uma disputa de poder entre China, Rússia e Estados Unidos, ao fazer intervenções para restaurar a democracia na Venezuela, afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em debate na Brazil Conference, realizada pela universidade Harvard e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).

"Hoje a Venezuela é sustentada pela Rússia e China e conta com presença cubana, e isso se contrapõe à pressão americana. Até que ponto nos vamos nos meter? Vale a pena?", afirmou, em debate ao lado do ex-presidente do Equador, Jamil Mahuad, e de Gonzalo Koncke, chefe de gabinete do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. "Há interesses grandes que não são nossos."

FHC voltou a advertir para o perigo de qualquer intervenção militar no país e se referiu a experiências anteriores desastrosas, como as intervenções no Iraque e na Líbia. "Usar pressão militar para tentar resolver crises como a venezuelana não dá resultado ou demora muito. A Líbia foi bombardeada e olhem como está. O Iraque também foi um desastre."

Segundo o tucano, certa vez um general americano foi falar com ele sobre o conflito no Iraque e tinha todas as credenciais acadêmicas. "Ele sabia tudo sobre o Iraque, só não sabia que existia um povo ali. Essa é a questão na Venezuela, lá também tem um povo."

Para FHC, a redemocratização brasileira é um bom exemplo de como é necessário apoio popular maciço para mudança de regime.

"No Brasil, o regime [militar] só mudou quando houve a forte mobilização pelas eleições diretas", disse. "É preciso haver um amadurecimento interno, que pode ser precipitado por pressões externas, mas precisa haver esse amadurecimento". E o ex-presidente diz achar que talvez isso ainda não esteja amadurecido dentro da sociedade venezuelana.

Isso não significa que o Brasil e a OEA devam deixar de fazer pressão para que haja uma transição democrática, mas é preciso tomar cuidado com o tipo de ação que o Brasil fará em relação ao país vizinho.

"A Venezuela vai seguir sendo nosso vizinho e nossas ações deixarão marcas, dependendo do que se fizer no presente se pagará no futuro", disse. Ele lembrou da invasão americana na República Dominicana em 1965 –o Brasil enviou tropas para lá a pedido dos americanos. "Custou muito para recuperarmos nossa reputação entre esses países."

Mahuad, ex-presidente do Equador que foi deposto em 2000, alertou para o fato de que "dezenas de milhares de soldados de outros países estão na Venezuela e a população está armada, nos coletivos, o que complica tudo."

Nova Mobilidade

Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande

Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível

05/11/2026 17h46

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível.

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Educação

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Prazo começa na segunda-feira (9) e segue até 6 de janeiro; número é 20 mil superior às 200 mil vagas disponibilizadas para o ano letivo de 2026

05/11/2026 17h19

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).