Cidades

CASO ADRIANO

Cerca de 70 policiais comparecem a julgamento de PRF

Usando a #justiçasejafeita policiais lotaram o tribunal do júri

Bruna Aquino

11/04/2019 - 09h15

Cerca de 70 policiais rodoviários foram até o julgamento de Ricardo Hyun Su Moon, 49 anos, acusado de matar o empresário Adriano Correia do Nascimento, 31 anos, na Avenida Ernesto Geisel, em dezembro de 2016. Com fila para entrar no tribunal devido a quantidade de pessoas, os agentes foram uniformizados com a camiseta, “Estamos com você Moon”, e a hashtag escolhida para apoiar o colega de trabalho foi #justiçasejafeita.  

Em entrevista ao Correio do Estado, o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Mato Grosso do Sul (SINPRF/MS), Ademilson de Souza Benitez, todos foram por livre espontânea vontade, um movimento voluntário por cada policial.  “O que aconteceu poderia ter acontecido com qualquer um policial, Moon é um policial exemplar, apesar de não ter trabalhado com ele, os colegas falavam, é reconhecido e estava no exercício da função”, disse.

 Juiz Carlos Alberto Garcete

De acordo com o juiz Carlos Alberto Garcete, o réu será julgado em três partes. A primeira por  homicídio consumado e as demais por tentativa de homicídio. Ainda segundo o magistrado, não foi aceito o processo de fraude processual e esse crime não será julgado nesse momento. O Ministério Público entrou com recurso contra a decisão, mas a decisão está no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ao todo participarão do julgamento sete jurados, sendo cinco homens e duas mulheres. A previsão é que o resultado do julgamento saia às 19h desta quinta-feira (11).

CRIME

De acordo com a denúncia, no dia do crime, o policial da PRF estaria se deslocando para seu trabalho, na região de Corumbá, quando Adriano Correia, proprietário de um restaurante na Capital, estando na avenida em uma Toyota Hilux com outras duas pessoas, teria feito uma conversão à direita, quase colidindo com o veículo de Moon. O policial teria descido do veículo e abordado o empresário e dois acompanhantes já na posse de sua arma, uma pistola, dizendo que era policial. 

As vítimas teriam chegado a descer do carro e solicitado que Moon mostrasse sua identificação, visto que ele não estava fardado (somente com uma aparente calça de uniforme). Diante da recusa do policial, teriam retornado ao veículo. Adriano teria ligado a caminhonete, iniciando manobra para desviar do carro do acusado, que estaria impedindo sua passagem.

Quando o empresário iniciou o deslocamento, o policial teria efetuado disparos contra as vítimas. Após os tiros, o veículo de Adriano prosseguiu por alguns metros e chocou-se num poste de iluminação. Ele morreu no local; outro rapaz saltou do carro e teve fraturas; e um terceiro foi atingido por disparos, mas foi socorrido e sobreviveu.

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