Cidades

OPERAÇÃO CONTAINER

Importadora de fachada vendia contrabando para o TRE

Empresa trazia muamba de segurança e informática do Paraguai

Redação

17/04/2019 - 11h12

A importadora localizada na Avenida Eduardo Elias Zahran, no bairro Vilas Boas, região central de Campo Grande, alvo da Operação Container na manhã desta quarta-feira (17), tinha contrato com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Segundo a Polícia Federal, a HB Engenharia e Segurança revendia por meio de licitações e contratos produtos de segurança e informática contrabandeados do Paraguai.

O proprietário, que não teve a identidade divulgada pela Polícia Federal, acabou preso em flagrante por tráfico internacional de armas e porte de drogas. 

Segundo a delegada Kelly Bernardo Trindade, da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários  (Delefaz) da PF, as investigações que resultaram na Operação Container começaram há dois anos, após denúncias anônimas.

Mais cedo, agentes e servidores da Receita Federal estiveram na empresa, especializada na instalação de câmeras de segurança, e apreenderam diversos documentos. 

Conforme apurado pelo Correio do Estado, policiais chegaram à sede da PF por volta das 8h20 carregando pastas com documentos e caixas de arquivos apreendidos. Informações são que alguns agentes e servidores da Receita ainda continuam apreendendo materiais na empresa. 

A delegada Kelly Bernardo Trindade: trabalho iniciado em 2017

 Nestes locais foram apreendidos vários equipamentos importados como câmeras de segurança e máquinas fotográficas. Os produtos entravam no País de forma ilegal, sem pagamento de impostos, caracterizando o crime de descaminho. 

Além dessas apreensões, os agentes encontraram uma porção de maconha e uma pistola calibre ponto 380 com o empresário.

Por esse motivo ele foi preso em flagrante e levado para a sede da PF, na região norte da Capital, onde responderá por tráfico internacional de arma, porque a pistola foi comprada no Paraguai, e posse de droga para uso pessoal. 

O contrato firmado entre esta empresa e o TRE para instalação de câmeras de segurança é de outubro de 2018 e, segundo a delegada, os representantes da Justiça Eleitoral não tinham conhecimento das irregularidades. O valor desta transação não foi informado. Todos os materiais apreendidos hoje foram levados para a Receita Federal, que definirpa a destinação futura deles. 

Em princípio, a delegada informou que o empresário agia sozinho. Mas as investigações em relação aos contratos continuam.

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