Cidades

IDENTIDADE REGIONAL

Ampliação do museu Dom Bosco coloca MS em destaque nacional

Reitor-mor salesiano visitou o espaço reconhecido pelo acervo

Aline Oliveira

26/04/2019 - 18h26

Com 68 anos de fundação, o museu das Culturas Dom Bosco será ampliado ainda este ano, a fim de expor acervos raros e que colocam Mato Grosso do Sul em destaque na região Centro-Oeste e no cenário nacional. 

O reconhecimento se comprova por uma premiação recente, o espaço entrou para o hall da fama depois de receber durante cinco anos seguidos, o 'Certificado de Excelência da TripAdvisor', o maior site de viagens brasileiro com informações e opiniões de conteúdos relacionados ao turismo. 

Nesta sexta-feira (26),  o reitor-mor da missão salesiana,  Pe. Ángel Fernández Artime, participou de uma apresentação cultural que apresentou alguns dos principais projetos culturais da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), entre eles o museu.

Na avaliação do magnifício reitor da UCDB, Ricardo Carlos, o espaço é considerado um patrimônio do Estado e da capital, Campo Grande. "Observamos que os turistas de outros países, principalmente, demonstram interesse em conhecer o museu e se encantam com a riqueza e preservação dos acervos. Nosso objetivo é despertar no público local o mesmo interesse de visitação, a fim de que a sociedade reconheça as particularidades das etnias e culturas que formaram o Estado", observa.

A diretora-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Mara Caseiro, lembra que o acervo do museu Dom Bosco é um dos mais completos do país, e contribui para a formação dos estudantes dos ensinos fundamental e médio. "Aqui temos uma fonte de informação, história e cultura do povo sul-mato-grossense e a Fundação de Cultura se coloca à disposição para colaborar nos projetos idealizados pela UCDB", comenta. 

REFERÊNCIA NACIONAL 

O coordenador geral do Museu, Dirceu Mauricio Van Lonkhuijzen, esclarece que o espaço de Ciências Naturais será privilegiado com a ampliação do prédio e atenderá uma demanda da população campo-grandense. 

"Algumas pesquisas com o público visitante demonstraram a preferência da população por visitar este setor, contemplada por animais empalhados, fósseis, minerais e conchas. É um acervo que ficou no imaginário dos cidadãos, pois até hoje nos perguntam sobre a exposição de borboletas que é uma das mais ricas do Brasil e conta com espécies já extintas", detalha. 

Lonkhuijzen destaca outro setor que foi reformulado e adequado para o novo patamar da museologia global. "Nossa sala de Ciências Humanas foi reformulada para o novo padrão de museologia, e conta com uma gestão participativa, principalmente, das comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul. Acredito que é outra fonte de informação que alcançará um destaque expressivo e se tornará referência entre os museus brasileiros", conclui. 

HISTÓRICO

O Museu passou por várias fases e ocupou diferentes espaços nestes 68 anos de funcionamento. O primeiro deles foi nas instalações do Colégio Dom Bosco, sob a direção do filólogo Angelo Jaime Venturelli, época em que suas coleções etnográficas tiveram um considerável enriquecimento. Para se ter uma idéia, a coleção bororo sob a guarda do Museu é hoje a maior e mais completa do mundo.

Em 1978 seu rico acervo foi transferido para a Rua Barão do Rio Branco, onde permaneceu por mais de 20 anos sob a direção do naturalista João Falco (SDB). Durante sua gestão, Padre Falco promoveu algumas intervenções no espaço físico visando criar condições para melhor expor o acervo já existente e todo o material que conseguia adquirir, utilizando o bom relacionamento que tinha com os meios científicos e acadêmicos. Seu maior interesse sempre foi pelas Ciências Naturais, fato que o levou a formar, organizar e ampliar os acervos de Mineralogia, Paleontologia e Zoologia.

Pela extensa coleção de objetos de cultura material indígena, o Museu Dom Bosco também ficou conhecido pela população sul-mato-grossense como Museu do Índio. Com a morte de Padre Falco, a partir de 1996 o Museu passou a ser gerido pela Universidade Católica Dom Bosco. 

Essa gestão impôs a necessidade de redefinir objetivos e adequar o espaço físico à democratização da cultura, perspectiva fundamental de um museu dinâmico capaz de promover o desenvolvimento social, conservar e proteger seu patrimônio cultural. 

*Com informações do arquivo documental  MCD

 

Nova Mobilidade

Prefeitura vai usar carros de aplicativo para transportar servidores em Campo Grande

Contrato com o Banco do Brasil prevê corridas por aplicativo e táxi para viagens de trabalho; município estima economia de até 30% com manutenção da frota e combustível

05/11/2026 17h46

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível.

Prefeitura de Campo Grande vai adotar corridas por aplicativo e táxi para transportar servidores durante o expediente, com previsão de economia de 30% nos gastos com frota e combustível. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Educação

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Prazo começa na segunda-feira (9) e segue até 6 de janeiro; número é 20 mil superior às 200 mil vagas disponibilizadas para o ano letivo de 2026

05/11/2026 17h19

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS

Rede Estadual amplia vagas em 10% para 2027 em MS Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).