Cidades

EDUCAÇÃO

Universitários protestam contra escolha de reitora na UFGD

Anúncio do MEC ignorou listra tríplice na eleição para instituição

Redação

17/06/2019 - 11h07

Membros da comunidade acadêmica da Universidade Federal da Grande Dourados se reuniram na unidade na manhã desta segunda-feira (17) para realizar um “abração” em protesto à designação do Ministério da Educação, que nomeou a reitora interina Mirlene Ferreira Damazio para a função de reitora da instituição. As informações são do portal 'Dourados News'.

Eles classificam a medida como 'intervenção', justificando que a designação fere o princípio da autonomia universitária, já que o nome da pedagoga não constava na lista tríplice encaminhada ao MEC. Inclusive, a lista segue em judicialização sob acusação do Ministério Público Federal) de comprometimento da lisura aplicada para seleção dos candidatos no Colégio Eleitoral.

Durante o ato, manifestantes lotaram a entrada da reitoria de balões alaranjados e faixas com dizeres de rejeição à reitora interina. No ato foi aberto espaço para falas. Segundo o portal, os discursos combativos ao conservadorismo, em defesa da democracia universitária e cobrando rispidamente que fosse respeitada a autonomia da universidade.

Em seguida eles seguiram para o pátio e realizaram o ‘abraço’ com gritos: “Fora Mirlene”, “Reitor eleito é reitor empossado”, “Fora Golpista”, “Não, não, não à intervenção” e “Mirlene, preste atenção, pra ser reitora tem que ganhar eleição (sic)”. 

O candidato eleito na consulta prévia e no Colégio Eleitoral, Etienne Biasotto, comentou o ato dos manifestantes. Segundo ele, a ação representa claramente a insatisfação da universidade com a decisão “autoritária” do MEC.

Ele explicou que, considerando a ausência da reitora interina na lista tríplice, a nomeação se configura como intervenção.

Etienne aponta Mirlene como apoiadora da chapa 2, liderada por Joelson Pereira, derrotado na consulta prévia. Em imagens mostradas à reportagem, a pedagoga é identificada em várias reuniões realizadas pelo grupo durante as articulações para eleição da comunidade acadêmica. 

“A professora Mirlene é diretamente ligada à chapa 2. É uma intervenção e a comunidade não aceitam essa intervenção. Ela inclusive votou em mim na eleição do Colégio Eleitoral, após a derrota da chapa na consulta prévia, tenho vídeo disso”, disse. 

O 'Dourados News' buscou contato com a reitora interina, porém, segundo a assessoria de comunicação da universidade, ela cumpria agenda e não poderia se posicionar.

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