Cidades

PARQUE DAS NAÇÕES

Areias de lagos serão reutilizadas em obras e recuperação de área degrada

Material está reservado atrás do Cetremi

Bruna Aquino

27/06/2019 - 10h39

As areias retiradas dos lagos maior e menor do Parque das Nações Indígenas serão reutilizadas para futuras obras e também na recuperação de área degradada em Campo Grande. O material já foi retirado do lago menor no início da semana e levado até uma área reservada da prefeitura no Anel Viário, atrás do Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante e População de Rua (CETREMI). A areia que está no lago maior, o processo é mais demorado, já que a quantidade de material saibro é 10 vezes maior, de acordo com a  Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Segundo o superintendente da Sisep, Medhi Taleyv, após o material secar, as areias serão separadas em duas, a parte limpa e a suja (pedra e vegetação), mas ambas serão utilizadas. Não há a informação de quanto material já tem reservado, pois o material vai passar por processo de qualidade, segundo o superintendente. 

As areias divididas terão destinações diferentes, ou seja, a parte limpa poderá ser usada em parquinhos, quadras de volêi e até na construção civil. Já a areia suja, poderá ser usada na recuperação de área degradada. “A princípio estamos depositando, quando ele (material) estiver seco, vai mostrar visualmente a parte que será aproveitada, vamos trazer para a Sisep  e ver onde será utilizado, mas a princípio ainda não temos um local específico”, disse Medhi. 

Para cuidar que o material reserva não escorra até a pista devido o grande volume de chuvas, Medhi explicou que uma barreira de oito metros de arenito foi construída para zelar pelo material recolhido. “Não tem perigo, o fluxo de água vai correr normalmente para o rio próximo, mas vai passar pela lateral da barreira”, contou.

As obras agora estão focadas em retirar o sedimento do lago maior que também será reutilizado. Há dois dias o trabalho foi suspenso por conta da chuva. No retorno, toda a areia será destinada a àrea de reserva no anel viário, mas a retirada será vai perdurar cerca de três meses, segundo Medhi. 

DESASSOREAMENTO
A partir de segunda-feira,  começou a preparação para o desassoreamento do lago maior, que ocupa uma área de 5 hectares, onde se calcula será preciso retirar 135 mil metros cúbicos de areia.  Serão mobilizadas 8 retroescavadeiras e até 35 caminhões que farão em torno de 14.500 viagens para devolver a cidade um dos seus principais cartões postais.

A recuperação dos lagos do  Parque das Nações Indígenas vai exigir  um investimento de R$ 8 milhões, recurso da Prefeitura (R$ 5 milhões ) e do Governo do Estado (R$ 3 milhões).  O projeto inclui a construção de um piscinão no Córrego Reveillon, na esquina das avenidas Mato Grosso com Hiroshima; obras de controle de erosão e recomposição vegetal das margens do Córrego  Joaquim Português; e implantação de uma comporta de regulação do nível do lago, tão logo o desassoreamento esteja concluído.

Para evitar que os lagos voltem a ficar  assoreados , com o carreamento de areia junto com a enxurrada  que desce dos bairros do entorno do Parque dos Poderes, serão executados dois projetos  nos córregos Reveilloon e Joaquim Português, cujas águas formam o lago.

No Reveilleoon, a Prefeitura implantará um piscinão, inicialmente projetado para armazenagem de 22 mil metros cúbicos de água. No Joaquim Português,  o Governo do Estado vai executar obras de controle de erosão e replantio da vegetação nas margens. Os projetos já estão sendo contratados e a licitações devem ocorrer até dezembro de 2019.

 

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