A agência espacial americana (Nasa) anunciou nesta semana novas missões: para compreender o Sol e seus efeitos dinâmicos no espaço e para estudar Titã, a maior lua de Saturno.
O estudo do Sol será feito em duas missões. A primeira investigará como o sol derrama partículas e cria um sistema dinâmico de radiação no espaço. A segunda vai estudar a reação da Terra a tudo isso. A Nasa planeja fazer o lançamento em agosto de 2022.
De acordo com a Nasa, o Sol gera um derramamento de partículas conhecidas como vento solar, que pode criar um sistema dinâmico de radiação no espaço. Perto da Terra, as partículas interagem com o campo magnético do nosso planeta, o que pode resultar em impactos sobre redes elétricas, telecomunicações e sistemas de satélites em geral.
Composta por quatro pequenos satélites, a primeira missão, chamada Punch, vai se concentrar na atmosfera que está ao redor do Sol, a "corona" e rastrear a forma como produz o vento solar. Ela também vai estudar erupções que saem da massa solar e que podem ter impacto na Terra.
Já a outra missão, a Tracers, vai observar as partículas e campos na região Norte da Terra, mais especificamente a área que está ao redor do polo Norte, onde o campo magnético do nosso planeta faz uma curva. A missão fornecerá, em tempo real, imagens tridimensionais de cada satélite.
A missão Punch é financiada por Craig DeForest, do Instituto de Pesquisa Southwest, e terá custo de até US$ 165 milhões. Já a missão Tracers, liderada por Craig Kletzing, da Universidade de Iowa, custará até US$ 115 milhões.
Lua de Saturno
A outra missão, anunciada nesta quinta-feira, 27, pela Nasa é a Drangonfly (libélula), que tem como objetivo estudar Titã, a maior lua de Saturno. A agência anunciou que pretende enviar um drone autônomo com quatro rotores para Titã. A missão será lançada em 2026 e pretende aterrissar em 2034 em dezenas de pontos da lua em busca de componentes básicos para a existência de vida.
De acordo com os cientistas da Nasa, além da Terra, a maior lua de Saturno é o único corpo celeste conhecido por possuir rios, lagos e mares líquidos em sua superfície, embora estes contenham hidrocarbonetos como metano e etano, e não água.
A Drangonfly pousará primeiro em campos de dunas equatoriais e explorará a região em viagens curtas, parando ao longo do caminho para coletar amostras até chegar à cratera Selk, na qual há evidência de água líquida, materiais orgânicos e energia.
"Visitar este misterioso mundo oceânico pode revolucionar o que sabemos sobre a vida no universo", disse o administrador da Nasa, Jim Bridenstine. "Esta missão de vanguarda teria sido impensável há poucos anos, mas agora estamos prontos para o incrível voo da Dragonfly."
Titã é maior que o planeta Mercúrio e é a segunda maior lua do nosso sistema solar. Ao orbitar Saturno, está a cerca de 886 milhões de quilômetros do Sol, cerca de dez vezes mais longe que a Terra. Por estar tão longe do Sol, sua temperatura superficial é de cerca de 179 graus Celsius negativos e sua pressão superficial é 50% maior do que a da Terra.
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Nasa anuncia missões para pesquisar o Sol e estudar maior lua de Saturno
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