Conhecida como portal do Pantanal, o município de Miranda, distante 202 quilômetros de Campo Grande, guarda muita história boa nestes 241 anos, celebrado nesta terça-feira. Mesmo distante dos grandes centros, a cidade deu ao País, um ex-presidente, Jânio Quadros, o ex-governador Pedro Pedrossian, e o ex-senador, Antônio Mendes Canale.
Uma das cidades mais antigas de Mato Grosso do Sul, a região marcou outra importante página da história brasileira ao alforriar negros escravizados em 1885, três anos antes da declaração da Princesa Izabel pela Abolição da Escravatura. A medida foi instituida pelo Clube Emancipador de Miranda, com o apoio da Câmara Municipal.
Os longos anos de existência também são responsáveis pelos principais atrativos turísticos da cidade. É famosa pelo trem da antiga Estrada de Ferro da Novoeste e Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (ou N.O.B.). Na região urbana, há edificações históricas como a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo (com inspiração no Ecletismo - Neobarroco de 1931), a Casa Paroquial e o prédio atual da prefeitura ‘(antiga residência dos padres) todas construídas em 1931 pelos Redentoristas. O prédio da antiga Prefeitura; A antiga usina açucareira: Usina Santo Antônio; e outras edificações centenárias na bi-centenária rua: Nossa Senhora do Carmo ( Rua do Carmo).
Marcada por conflitos fundiários, a cidade conta com as comunidades indígenas Lalima, que possui 2.300 índios originados das etnias: Kinikinaus, Bororós, Kadiwéus e Terenas, e Cachoeirinha, onde vivem cerca de 12 mil indígenas de 17 etnias diferentes. Pelo considerável número de populações indígenas, a cidade também abriga a Casa da Cultura Terena.